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Brasil - Diário Liberdade - [Laerte Braga] O ex-presidente
Fernando Henrique Cardoso deixou o Hotel das Cataratas em Foz do Iguaçu na
manhã de segunda-feira por volta das oito horas. Junto com ele viajaram alguns
dos 150 investidores estrangeiros que no sábado e domingo participaram de um
evento organizado por um diretor do grupo Globo, para assegurar a venda de
estatais brasileiras (Banco do Brasil, Petrobras e Itaipú), como compromisso de
José “FHC” Serra.
Os demais investidores, em sua maioria, deixaram o hotel na
terça após o café da manhã.
A conversa oficial de FHC com os empresários ocorreu na
noite de domingo em um jantar cercado de toda a segurança possível e fechado à
imprensa.
Ato contínuo ao jantar o ex-presidente, em conversa informal
com os investidores disse, entre outras coisas, que o “Aécio está domado. É só
um menino que acha que pode ser presidente por ser neto de Tancredo. É neto,
não é Tancredo”.
FHC procurou afastar os receios dos investidores em relação
às pesquisas que indicam vitória maciça de Dilma Rousseff no Nordeste. “Com o
Aécio neutralizado o Nordeste não conseguirá derrotar São Paulo e Minas”. E
acrescentou – “as coisas no Brasil hoje não se decidem em Brasília, nem no
Nordeste, mas em São Paulo. Lá está a locomotiva, o resto da composição vem
atrás sem poder contestar”.
Sobre os escândalos do governo José “FHC” Serra,
principalmente o último, envolvendo o engenheiro Paulo Preto, Fernando Henrique
Cardoso disse que “essa figura é um arranjo do Aloísio [referia-se a Aloísio
Nunes, senador eleito do PSDB paulista], mas já está controlado. Coisa do
Aloísio e da filha do Serra, a imprensa não vai tratar disso por muito tempo,
está sob nosso controle”.
Segundo FHC, “o Serra vai continuar mantendo essa postura
nos debates, ele sabe fazer bem esse jogo, e na última semana a mídia vai
aumentar o tom das denúncias contra Dilma. Temos o apoio de alguns bispos e o
povo brasileiro é muito influenciável em se tratando de religião. O D. Luís
está disposto a tudo, é nosso sem limites, é amigo íntimo do Alckmin. A
descoberta da gráfica foi um golpe de sorte do PT, um vacilo da nossa
segurança”.
O receio da influência de Tarso Genro no Rio Grande do Sul,
foi eleito governador já no primeiro turno, também foi objeto de comentário do
ex-presidente. “Vocês já notaram que quase não existe gaúcho negro? O eleitorado
lá é branco em sua grande maioria e vai votar conosco”.
Marina Silva, na opinião de FHC “está fadada a ser uma nova
Heloísa Helena, vai acabar sendo vereadora. O encanto do primeiro turno
terminou, foi ajudada pelos nossos para forçar o segundo turno”.
Para o ex-presidente a privatização de Itaipu, Banco do
Brasil e Petrobras “deve ser tratada com calma e paciência, vamos ter que
contornar algumas dificuldades com militares e é preciso ir amaciando esse
pessoal com calma”
E sobre bases militares norte-americanas no Brasil. “É o
assunto mais delicado. Um tema explosivo, mas temos alguns apoios nas forças
armadas e vamos ter que negociar esse assunto com muito tato”.
Perguntado sobre as reações de sindicatos, centrais
sindicais, da população em geral contra a entrega da Petrobras, o ex-presidente
afirmou que à época que privatizou a Vale do Rio Doce enfrentou essas
resistências “com polícia na rua e pronto”.
“O brasileiro é passivo não vai lutar por muito tempo contra
a força do governo”.
FHC falou ainda sobre a possibilidade de ressuscitar a ideia
da ALCA – Aliança de Livre Comércio das Américas – “com outro nome, esse ficou
marcado negativamente”.
E assegurou aos investidores norte-americanos que os acordos
para compra de submarinos nucleares franceses serão revistos e dificultados.
“Não temos necessidade desses submarinos”. Sobre a compra de aviões para a FAB
foi sarcástico – “para que? Meia dúzia de brigadeiros brincarem de guerra
aérea?”
Para FHC “quando um brasileiro nasce já começa a sonhar com
São Paulo. Não precisam se preocupar com o resto do Brasil, muito menos com
Minas Gerais. Foi-se o tempo que os mineiros decidiam alguma coisa na política
brasileira. São Paulo hoje é a capital real do Brasil”.
Fernando Henrique jactou-se que fosse ele o candidato e já
teria liquidado a fatura a mais tempo. “Serra não é Fernando Henrique, costuma
se perder em algumas coisas e não sabe absorver golpes, fica irado e acaba
criando problemas desnecessários. Mas vou estar por trás e asseguro cada
compromisso que assumi aqui.”
“Lula não tem coragem de debater comigo. É um analfabeto,
não passa de um pobretão que virou presidente num golpe de sorte. Acabou o
tempo dele. Não vai eleger Dilma e vai terminar seus dias no ostracismo”.
Foi o arremate do acordo que selou a entrega do Brasil.
Breve nas telas, se José “FHC” Serra virar presidente,
BRAZIL. Com “Z” assim e todos falando inglês.
FHC vai ser nomeado supremo sacerdote do novo País.
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