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A notícia foi dada por Fabíola Reipert, a partir de um
jornal em Birigui. Nesta cidade, no interior paulista, iria acontecer, no
último dia 17, uma apresentação com o cantor breganejo Michel Teló, mas por
problemas de estrutura do local do evento, a prefeitura e o Corpo de Bombeiros
não concederam alvará.
Então a apresentação do cantor foi adiada para a semana
seguinte, no caso ontem, dia 24. Foi escolhido um outro local, a princípio,
havendo a opção das pessoas pegarem de volta o dinheiro do ingresso. As pessoas
pegaram o dinheiro, mas ninguém comprou novos ingressos.
Com a falta de público, a apresentação de Michel Teló foi
cancelada. E isso depois que uma elite de intelectuais influentes inventou que
Teló virou "cidadão do mundo" por causa de um mal-esclarecido
episódio da divulgação da música "Ai Se Eu Te Pego", que não foi o
sucesso estrondoso que muitos alardearam aos quatro ventos no Brasil.
Ele foi uma espécie de príncipe de uma "cultura
transbrasileira" tão propagada pela intelectualidade "bacana", e
um dos últimos baluartes do dirigismo ideológico que empurrava para o
reconhecimento da gente culta certos nomes estratégicos da breguice nacional,
incluindo também Odair José, Leandro Lehart e Raça Negra.
Se ele não conseguiu atrair público num de seus maiores
redutos, o interior de São Paulo, área em que se supõe ser um dos focos de
intenso fanatismo breganejo - área que envolve os interiores paulista e
paranaense, mais os Estados do Centro-Oeste e o oeste de Minas Gerais - , então
há um sério problema nisso.
Afinal, a intelectualidade "mais legal do país"
não cansou de dizer que "Ai Se Eu Te Pego" é "pegajosa",
"moderna", "desafiadora", que Michel Telo simbolizava a
"rebelião indígena" travestida em "cultura transbrazyleyra"
que ele havia conquistado o mundo, que veio para ficar etc. Só faltou Pedro
Alexandre Sanches definir Michel Teló como o "Julian Assange (?!?!)
brasileiro".
Uma elite de cientistas sociais, cineastas e jornalistas que
apostam na bregalização do país tentava nos fazer crer que Michel Teló
conduziria o futuro da humanidade planetária, sendo um dos líderes da revolução
social que transformaria o mundo. Pasmem vocês, mas é o que essa turma que mexe
com palestras, reportagens, monografias e documentários costumam pregar!
E no entanto, como é natural na mediocridade cultural, uma
música como "Ai Se Eu Te Pego" envelheceu em poucos meses. Se Michel
Teló já pegou um mercado com um Luan Santana precocemente envelhecido e
antiquado, se tornou quase obsoleto depois de duplas e cantores que também soam
mofados e datados.
É essa a sina do brega. Brega é a música antiquada, que se
alimenta do hit-parade que perdeu a validade na véspera. Um tipo de música
retardatária que só uns intelectuais metidos a engraçadinhos querem que seja a
única música brasileira viável. Só que a supremacia do "mau gosto"
tem limites: no fim do caminho, até os mais fanáticos defensores acabam se
cansando. Muito barulho por nada.

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