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No artigo reproduzido abaixo -
Educação no Brasil é um -negócio da China-, aponta jornal The New York Times –
a questão que se coloca é, seja via programas como Prouni seja na construção de
18 universidades públicas (regionalizadas) e investimento das que estavam
depauperadas, ou na possibilidade de intercâmbios ainda na Graduação (como o
Ciência sem Fronteiras), coisa impossível nos tempos de FHC, é inegável o
investimento no ensino superior pelos governos petistas.
E pelo visto, diferente do DEM,
dos Tucanos e dos representantes do Sindicato dos Proprietários de Faculdades,
parece que os estadunidenses estão de olho também na fatia dos investimentos do
governo no ensino superior, como as editoras estrangeiras também já perceberam
e correm para cá para fazer suas obras didáticas e vender para os programas de
livro didático. Nesse mercado o Brasil concentra 40% de toda a América Latina.
Educação no Brasil é um negócio
da China, aponta jornal The New York Times
Lucro das empresas é garantido
pelo governo que investe em educação privada de baixo custo
As universidades públicas
brasileiras ainda são consideradas as melhores no que diz respeito ao ensino e
pesquisa
O jornal norte americano The New
York Times ressaltou em reportagem publicada na sexta-feira (20), que a
educação superior no Brasil se tornou um grande negócio para empresas que
buscam lucro neste setor.
Enquanto as instituições privadas
sofrem nos Estados Unidos, a indústria da educação no Brasil está recebendo um
caloroso incentivo, uma vez que o governo tenta cobrir a demanda por educação
superior privada de baixo custo.
Entre os programas que auxiliam o
crescimento do mercado estão o ProUni (Programa Universidade para Todos), que
financia bolsas e o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), que concede
empréstimos para os estudantes.
O crescimento do negócio pode ser
comprovado nos números. Segundo a reportagem do jornal americano, de 2002 a
2012, o número de estudantes em universidades do Brasil dobrou e atingiu 7
milhões. Mesmo assim, com apenas 17% dos jovens brasileiros entre 18 e 24 anos
em faculdades, há um buraco que precisa ser coberto.
A meta do governo brasileiro é
elevar esse índice para 33% em 2020. Para cobrir essa demanda, fundos
americanos e brasileiros e companhias que investem essencialmente em empresas
não são listadas em bolsa de valores, com o objetivo de alavancar seu
desenvolvimento estão comprando e realizando fusões de instituições
educacionais em um ritmo muito rápido.
Especialistas alertam, no
entanto, que a ênfase na educação como um negócio nem sempre coloca o estudante
em primeiro lugar. Apesar dessa preocupação, esse sistema tem se mostrado
eficiente para um governo com poucos recursos.
Universidades públicas
As universidades públicas
brasileiras ainda são consideradas as melhores no que diz respeito ao ensino e
pesquisa. Mas os estudantes dessas universidades vêm de famílias mais ricas e
generosos orçamentos para pesquisa torna o custo por estudante três vezes e
meia mais alto do que nas instituições privadas.
O investimento do setor privado
em educação técnica, primária e fundamental no Brasil também está crescendo,
cita o texto. A firma inglesa Pearson comprou em dezembro último a Multi, uma
rede de ensino de idiomas, em um negócio avaliado em US$ 880 milhões. As 10
maiores redes de educação do Brasil atendem 35% dos estudantes.
A Kroton Educacional e a
Anhanguera Educacional são as duas maiores do Brasil, menciona a reportagem.
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