No País Do Judiciário Bananeiro, Bolsonaro É O Orgulho Da Milícia E Dos Banqueiros

          Celeste Silveira

Qual o crime Bolsonaro ainda não cometeu?

O Brasil não precisa expor os absurdos jurídicos que produziram o golpe em Dilma, muito menos a prisão e condenação de Lula sem provas de crime.

A relação de Moro com Bolsonaro que o transformou em ministro da Justiça e Segurança Pública sem que a justiça brasileira abortasse essa picaretagem escancarada, já seria o suficiente. Mas ainda existe o vazamento criminoso de Moro da conversa da presidenta Dilma com Lula que o judiciário jamais puniu o herói mandrake, isso, sem falar, é claro, na sua proteção, enquanto ministro, a Queiroz e, consequentemente ao clã.

É, sem dúvida, o bastante para afirmar que o Brasil não tem judiciário e que a lei aqui é menos coerente que as regras que regem uma pelada em campo de várzea.

No Brasil, a cada martelada de um juiz tem uma minhoca nova que saiu de sua cabeça ou de sua lei particular. Assim, Bolsonaro pode produzir quase 90 mil mortes por Covid-19 para se manter na cadeira da presidência e o judiciário coloca a venda nos olhos e o tapa ouvidos para os crimes do genocida. Sem acrescentar tudo o que já se sabe das relações umbilicais entre o clã Bolsonaro e a milícia que mantém comunidades inteiras sob sua batuta e, consequentemente sob suas leis.

Mas o que é isso para a Febraban e a Fiesp que são de fato os juízes desse pais, além de redatores chefes da grande mídia? Nada.

Se o interesse deles está sendo plenamente contemplado por Bolsonaro, o resto, que se exploda. A elite brasileira é a imagem de uma casta bananeira. Não é de hoje, ao contrário, é secular e nem vai mudar suas práticas nocivas se a sociedade não reagir à altura e os partidos de esquerda não tomarem atitudes mais radicais e menos protocolares.

Na verdade, o Brasil precisa de uma banho de civilização, digo, o Brasil oficial, totalmente capturado pelos donos da terra, os endinheirados, que são absolutamente decadentes, do ponto de vista cultural diante das elites de outros países.

A permanência de Bolsonaro na presidência escancara isso. Um sujeito que representa, pelo olhar histórico, o Brasil da idade média que comete todos os tipos de crimes, mergulha o pais numa depressão econômica e assassina, com seu modus operandi diante da pandemia, até agora, com a morte de quase 90 mil brasileiros. Soma-se a isso uma legião de mais de 32 milhões de desempregados.

Mas Bolsonaro quer uma reforma tributária escrita pelos próprios banqueiros em que os agiotas pagarão menos impostos, jogando nas costas da classe média, principal reduto do bolsonarismo, a fatura da farra do sistema financeiro.

Nisso, não há nada de original, já que Temer também cumpriu o serviço sujo que lhe foi confiado. Um sujeito corrupto, imoral, sabotador, que teve, como tem Bolsonaro, a garantia dos barões do cacau grosso e jamais sofrerá qualquer punição, assim como Aécio, Serra e Alckmin, como também foi o caso de FHC, protegido até hoje por quem sempre rendeu bons lucros a essa escumalha financeira.

Por isso, é difícil saber o que acontecerá com ele nesse país em que as Forças Armadas aceitam sair nas fotos ao lado dos milicianos ligados a Bolsonaro, contanto que tenham uma vantagenzinha e um privilégio na folha de pagamento.

A tendência no Brasil, é, por obra do desespero, acontecer o estouro da boiada que, por hora, ainda não aparece no horizonte por conta da pandemia, mas que fermenta no cotidiano da maioria dos brasileiros e pode sim se transformar numa grande rebelião popular. A conferir na pós-pandemia.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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