A era dos mísseis



Nonato Menezes

Vozes consagradas das análises geopolíticas demonstram preocupações quanto a possibilidade de os insanos dirigentes dos EUA e de Israel usarem bombas nucleares contra cidades do Irã. São preocupações até certo ponto coerentes. Afinal, para quem financia, tortura, mata crianças e provoca genocídio tendo a providência divina como salvaguarda, nada pode escapar a esse ritual de brutalidade. Acontece que o revide espetacular do Irã a mais essa agressão, nos trouxe uma novidade.

Ao final da Segunda Guerra Mundial o Japão já estava destroçado, incapaz de se manter no conflito e se propôs negociar sua rendição com os soviéticos. Em plena negociação, os Estados Unidos da América – EUA, numa atitude criminosa e covarde, “experimentou” a bomba nuclear. Hiroshima e Nagazaki foram destruídas e mais de 200 mil pessoas foram assassinadas. Para muitos, o dia 06 de agosto de 1945 marca o início da chamada era nuclear.

Daquele momento em diante, por um bom tempo, os EUA reinaram com o dedo no gatilho de um artefato intimidatório e mortal, deixando o mundo em suspense. Começa então, a guerra fria, e com ela a corrida nuclear. Enriquecer urânio, construir bombas para destruição em massa passou a ser o único caminho para dissuasão. No vai-e-vem dos acordos, das farsas e dos medos, chegamos aonde estamos. Quase uma dezena de países, até onde sabemos, já dispõe desses brinquedos de matar. Eis que de 13 a 24 de junho de 2025, EUA e Israel travaram uma guerra contra o Irã. Foram doze dias de pura insanidade, mas o Irã reagiu e impôs o fim do conflito. Após uma pausa, os dois países mais beligerantes do mundo retomaram a agressão. Começou então um conflito que pode determinar, mais que o fim de uma era, pelo menos do ponto de vista bélico, a extinção da humanidade.

EUA e Israel são países que nasceram para matar. A História comprova, sobejamente, que a paz e a harmonia são valores ignorados pelos dois, ao contrário, preferem cultivar a conspiração, a violência, a invasão de países e regiões e a matança de pessoas e de comunidades inteiras. Consequência lógica deste tipo de cultura é a doentia obstinação e resiliência dessas nações com a atividade de desenvolvimento, produção, venda, compra e contrabando de armas.

O Irã, por sua vez, não dispõe de poder aéreo forte, sequer tem uma marinha de porte médio. As armas de ataque e defesa convencionais não são prioridades da nação persa, foi o que ficou demonstrado no atual conflito.

O que o Irã tem, que fez diferença nessa guerra, são mísseis e drones. Artefatos que fizeram o porta-aviões (o maior do mundo) recuar. Destruíram parcial ou totalmente as bases dos Estados Unidos no Golfo Pérsico. Romperam com o sistema “impenetrável” de defesa e interceptação do estado sionista. E como resultado mais significativo, garantiu o bloqueio do estreito de Ormuz, provocando efeitos devastadores na maior parte do mundo.

Ainda no conjunto das armas de defesa e ataque, os dois reatores do estado sionista, necessários para enriquecimento e produção de artefato nuclear, viraram alvos dos mísseis e drones iranianos a exemplo das bases militares dos Estados Unidos no Golfo Pérsico.

O que já se pode concluir dessa guerra, além da mudança nas relações de poder na região e no mundo, é que um conflito dessa magnitude pode ser definido sem as armas convencionais. Marinha poderosa, poder aéreo com aviões supersônicos, até mesmo as temíveis bombas nucleares etc., já não garantem vantagem numa guerra. Os mísseis e os drones que viajam sem obstáculos por mais de quatro mil quilômetros e atingem seus alvos com incrível precisão, tornaram-se as vedetes da destruição e da morte e assim passam a ser vistos como prováveis substitutos, pelo menos em boa parte, das sofisticadas, caras, poderosas e temíveis armas de guerra convencionais.

A resistência que o Irã vem demonstrando e os avanços tecnológicos das armas de guerra, demonstraram ao mundo, sobretudo aos países imperialistas como os EUA e Israel, a vigência de uma nova realidade, a qual podemos muito bem considerar como o início da era dos mísseis.

"A leitura ilumina o espírito".

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Comentários

  1. A covardia dos chefes dos EUA me dá náusea , enjôo. São um bando de mal amados que a única intenção que têm é destruir,destruir. E são covardes a ponto de querer destruir a humanidade ,esquecendo que também são seres viventes e atingi eis. Oh povinho fedaouta!

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