Já imaginou se nossa política
externa fosse comandada por um time composto pelo trio Demétrio Magnoli,
Reinaldo Azevedo e Arnaldo Jabor?
Antonio Lassance - http://www.cartamaior.com.br/
Sábio é o ditado de que
"Deus não dá asa a cobra".
Já imaginou se nossa política
externa fosse comandada por um time como Demétrio Magnoli, Reinaldo Azevedo e
Arnaldo Jabor?
A única dúvida seria a de onde
estariam nossas tropas na semana que vem.
Moe, Larry e Shemp não leram, não
ouviram e mesmo assim não gostaram do discurso da presidente Dilma na ONU. Uma
semana depois, o episódio ainda rende comentários.
Como ousam Dilma e o Itamaraty
invocar a solução pacífica dos conflitos, enquanto os três patéticos pedem
Capitão América e Rambo?
Esse princípio constitucional da
política externa brasileira acabou virando, com a obtusa ajuda do Partido da
Imprensa Golpista, mais um legado do petismo.
Se Azevedo, Magnoli e Jabor nos
mostram que a história do Brasil realmente começou com Lula e Dilma, quem somos
nós para discordar?
Os pistoleiros de nossa política
externa acusaram Dilma de querer negociar com terroristas e até de reconhecer o
Estado Islâmico - balas de festim do esforço concentrado para derrubar qualquer
meia dúzia de votos da presidenta. Quanto vale esse esforço?
O mais intrigante é que os
terroristas do Estado Islâmico têm sotaque britânico; usam armas do Ocidente;
combatem, na Síria, o arqui-inimigo Bashar al-Assad; são adversários históricos
dos xiitas iranianos.
Nos anos 1980, no velho Jornal
Nacional, Paulo Francis e Cid Moreira davam pedagógicas lições diárias sobre o
conflito entre Irã e Iraque.
Fomos adestrados a entender que,
no mundo islâmico, os xiitas são os malvados, e os sunitas, os bacanas.
Até o PT chegou a ser apelidado
de xiita, em homenagem aos malvados, claro.
O tempo passou e os bacanas deram
origem à Al Qaeda e, "voilà", ao Estado Islâmico.
Às vésperas da eleição, a
tentativa de se criar alguma celeuma sobre o discurso de Dilma na ONU mostrou
apenas que os três colunistas do apocalipse fazem qualquer negócio para
massagear sua presunção de formadores de opinião e atacar até mesmo o óbvio ululante.%u20B
Afinal, o óbvio ululante só pode ser lulista.
Realmente patético.
(*) Antonio Lassance é cientista
político.
Créditos da foto: Arquivo

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