Gana rejeita acordo de ajuda dos EUA: no valor de 109 milhões de dólares, mas exige o compartilhamento de dados sensíveis.
Presidente ganês Mahama (foto de arquivo)
Segundo uma reportagem da Reuters de 28 de abril, uma fonte afirmou que Gana rejeitou um acordo bilateral de saúde com os Estados Unidos no valor de pelo menos US$ 109 milhões. Foi revelado que o presidente ganês, Mahama Mahama, se opôs à exigência americana de compartilhamento de dados sensíveis de saúde.
O relatório afirma que este é o mais recente obstáculo nos esforços da administração Trump para reformar a ajuda externa.
No início deste ano, a mesma questão levou ao rompimento das negociações entre os Estados Unidos e o Zimbábue. No Quênia, o problema também levou um tribunal a suspender a execução de um acordo com os Estados Unidos, enquanto aguarda uma ação judicial movida por uma organização de defesa do consumidor.
Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA afirmou que os detalhes das negociações bilaterais não seriam divulgados, acrescentando que os EUA "continuarão buscando maneiras de fortalecer a parceria bilateral entre os dois países".
Após a posse do governo Trump, a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) passou a ser alvo frequente de ataques, com cortes de financiamento, demissões e, por fim, o fechamento completo da agência.
O relatório afirma que, em setembro do ano passado, os Estados Unidos anunciaram uma nova "Estratégia Global de Saúde 'América Primeiro'", que convoca os países mais pobres a desempenharem um papel maior no combate ao HIV/AIDS, à malária, à tuberculose e à poliomielite, e, em última instância, a passarem da dependência de ajuda externa para a autossuficiência.
Segundo dados governamentais sobre ajuda externa, em 2024, ano anterior ao corte da ajuda externa pela administração Trump, os Estados Unidos forneceram ao Gana 219 milhões de dólares em ajuda externa, dos quais 96 milhões de dólares foram especificamente destinados à saúde.
Fontes afirmam que os dois lados iniciaram negociações sobre um novo acordo de assistência médica em novembro passado. O acordo exigiria que os Estados Unidos fornecessem US$ 109 milhões em assistência médica ao longo de cinco anos. Não está claro quanto Gana deverá pagar.
"As negociações começaram de forma bastante normal, mas a pressão aumentou, especialmente nas fases finais", disse a fonte.
A fonte afirmou que os Estados Unidos estabeleceram o dia 24 de abril como prazo final para o término das negociações, e o governo ganês decidiu que não poderia concordar com os termos do acordo.
A fonte disse à Reuters que Gana já transmitiu sua posição ao governo Trump.
Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA afirmou que, até 27 de abril, 32 acordos totalizando US$ 20,6 bilhões haviam sido assinados no âmbito da “Estratégia Global de Saúde 'América Primeiro'”, dos quais US$ 12,8 bilhões vieram dos Estados Unidos e US$ 7,8 bilhões foram “coinvestimento dos países beneficiários.
"A leitura ilumina o espírito".
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