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A iminente ruptura nas cadeias globais de insumos forçará o Estado a fazer uma escolha incontornável entre a segurança alimentar da população e os dogmas de lucro do agronegócio
Em função do aumento de preços e da escassez de fertilizantes e outros insumos (defensivos agrícolas, ração animal, diesel, transporte etc.) necessários à produção de alimentos, devido ao bloqueio ao Estreito de Ormuz em razão da guerra contra o Irã, e ainda por conta da anomalia climática que está sendo chamada de “Super El Niño”, a produção de alimentos acabará reduzida a ponto de possivelmente vir a provocar fomes pelo mundo. Todo esse processo se encontra pormenorizado no artigo “A crise global de alimentos”.
O presente artigo busca discorrer sobre como essa crise poderá vir a afetar o Brasil.
O Brasil na crise – dez perguntas
O problema-chave será o de antever se haverá fome no Brasil. Venho aqui empregando bastante duas palavras, “carestia” e “escassez”. Com relação aos alimentos, o que ocorrerá (tanto no mundo como no Brasil) será uma combinação dessas duas coisas. Em que proporção, e em que escala, não há como prever (nada de previsibilidade), porém uma adequada aplicação de pensamento sistêmico (compreensão – veremos em sequência) poderá permitir antecipar a ocorrência de um padrão geral, balizando assim as necessárias decisões a serem tomadas.
Carestia somente significará fome para a parcela da população abaixo da linha da miséria, ou próxima a ela. Para estes o governo já dispõe de instrumentos, como o Bolsa Família, mas fica a pergunta: (1) Frente a uma forte elevação no preço dos alimentos, disporia o governo de meios para mapear as novas famílias necessitadas (para além das atuais), e efetuar rapidamente uma incorporação delas (potencialmente, milhões de pessoas) no programa?
Para os demais, carestia significará redirecionar porções maiores da renda para o custeio da alimentação com redução no restante dos gastos, desde lazer, poupança ou supérfluos, até saúde, educação ou transporte, o que poderá provocar efeitos cumulativos (por exemplo, inadimplência de aluguéis, ou elevação dos níveis de endividamento e de inadimplência bancária). Ou seja, significará empobrecimento, que significará insatisfação. (2) Que medidas poderia o governo adotar? (Apenas a título de exemplo, poderia o governo vir a considerar uma proibição das apostas on-line, as chamadas “bets”?);
Quanto à escassez, certamente haverá em alguma medida, embora uma escassez moderada seja bem mais provável que uma escassez severa – ainda que não se possa, muito menos se deva, descartar esta possibilidade, afinal nada garante ainda se, nem quando, as negociações chegarão a bom termo, o estreito de Ormuz realmente reabrirá (e não será novamente fechado), e o tráfego marítimo voltará a se estabilizar em um novo patamar.
Uma escassez moderada (falta de alguns produtos) significará mudança compulsória de hábitos alimentares. A insatisfação decorrente não deve ser subestimada, pois de modo geral as pessoas são altamente resistentes à mudança em seus hábitos alimentares. Campanhas de esclarecimento e conscientização (com relação tanto à escassez quanto à carestia) terão mais e melhor efeito se puderem ser deslanchadas antes da chegada da crise.
(3) Dado ser este (2026) um ano eleitoral, e dado que os efeitos agudos da crise somente se farão sentir somente em 2027, adotaria o governo ainda este ano uma comunicação franca e transparente para com a população?
A eventualidade de uma escassez severa, essa sim, significará fome generalizada (não haver alimentos suficientes para todos), porque de nada adiantará dispor de renda se não há o que comprar, e aí será seguramente o caso para medidas de exceção como o estado de defesa ou o estado de sítio. (4) Caso a crise atinja esse ponto, estaria o governo disposto e preparado para impor medidas drásticas, como um racionamento nas compras de alimentos ou uma proibição das exportações de alimentos pelo agronegócio?
O Brasil é autossuficiente em petróleo, porém não em derivados. Assim como essa condição trouxe uma falsa sensação de segurança aos Estados Unidos (falaremos sobre isso), o mesmo pode acontecer com o Brasil. Os aumentos do diesel (que o Brasil importa) foram compensados com subsídios governamentais. Carestia e escassez de outros derivados (como combustível para aviões, chamado “querosene de aviação”) podem em tese ser resolvidas pelo mercado (com as companhias aéreas reduzindo o seu número de voos, o que já está acontecendo). Uma tal atitude “acomodatícia”, ainda mais frente a uma retomada das negociações de paz, poderá vir a cobrar altos preços mais adiante.
De volta ao diesel: reza um ditado do setor que “gasolina move carros, diesel move economias”. Carestia e escassez de gasolina farão as pessoas usarem menos os seus carros e mais o transporte coletivo, mas carestia e escassez de diesel impactarão fazendas, indústrias, portos, transporte rodoviário (não só o de alimentos, mas para todo o comércio varejista) e ferroviário (não no Brasil, porém mundo afora locomotivas são movidas a diesel); veja este vídeo ao minuto 14’55”.
(5) Em uma crise prolongada o diesel passará a ser considerado vital por todo o mundo, com imposição de restrições às exportações; como fará o Brasil se não puder mais conseguir importar diesel nas quantidades necessárias?
Os fertilizantes e defensivos já estão, no mundo todo, bem mais caros, além de escassos. No Brasil essa situação é ainda mais grave, pois o país importa quase 90% dos fertilizantes que utiliza; com os defensivos o quadro é o mesmo.
No momento em que este texto está sendo escrito, ou que estiver sendo lido, o agronegócio já está tomando decisões como deixar de plantar e aguardar por uma normalização, ou reduzir as áreas de plantio, ou alternar os seus cultivos – quaisquer que sejam as decisões, serão tomadas por uma ótica que privilegie o retorno (lucro) e não a segurança alimentar da população – ainda mais em um país em que o agronegócio é preponderantemente exportador. O pequeno agricultor, além de todas essas decisões, considera ainda uma outra: perseverar no negócio ou abandoná-lo. Assim, dentro de mais alguns meses, haverá menos alimentos no mundo do que sempre houve.
Distinguindo, de um lado, as commodities de exportação e, de outro, os alimentos consumidos pela população, a divisão não resulta linear (o agronegócio com as commodities e a agricultura familiar com os itens para a segurança alimentar da população). Ambos têm participação expressiva (embora o agronegócio responda pela maior parte) em alguns alimentos que são tanto commodities quanto consumidos no país, como frango, suínos, bovinos, milho, trigo e arroz, o milho constituindo um caso particular pois há variedades cultivadas para consumo animal (ração), praticamente todas a cargo do agronegócio, e outras para consumo humano, estas mais por conta da agricultura familiar. Já para algumas commodities de exportação como o café e o cacau, a agricultura familiar responde por cerca de metade da produção total.
Carne bovina é também um caso à parte, uma vez que mais da metade do rebanho nacional é criada pastando solta, em vez de confinada à base de ração (a qual é dependente da produção de milho e soja). Há ainda uma parcela mista (suplementação, ou semiconfinamento). É claro que pastagens são também plantadas segundo os seus ciclos próprios, recebem também fertilizantes e estarão sujeitas também aos efeitos do El Niño, mas, na medida em que a carne bovina brasileira venha a ser menos impactada pela crise e com os mercados externos ávidos por ela (e dispostos a pagar mais), acabaria toda ela exportada ou serviria para garantir alguma segurança alimentar aos brasileiros?
O Brasil importa alimentos, em alguns casos para praticamente todo o consumo interno (como o trigo e azeite de oliva) e em outros de forma complementar, seja ao longo do ano todo (como pescados) seja em função da sazonalidade da produção doméstica (como arroz e alho), além de pontualmente importar, em função das necessidades de momento, itens como frutas, cebola, batata, tomate e uma infinidade de outros. Em um cenário de redução mundial na produção de alimentos, com priorização pelos países das necessidades das suas próprias populações, como agiria o Brasil para conseguir continuar importando?
De volta aos fertilizantes: cerca de metade do fornecimento total no país encontra-se a cargo de uma única empresa, a Mosaic, que é verticalizada (ela própria produz os fertilizantes que vende). Assim, se por um lado metade do consumo de fertilizantes no país estaria em tese resguardada (bem como de defensivos e ração animal, que a Mosaic também produz) por meio dos contratos de fornecimento existentes, por outro lado tal situação remete ao velho ditado sobre “guardar todos os ovos numa mesma cesta” – fato é que a Mosaic passará a deter um poder descomunal.
A Mosaic certamente será uma das grandes vencedoras desta crise ao fazer uso do seu poder de monopólio, mas, continuarão os governos dos países em que ela produz os seus insumos a permitir que ela os exporte para o Brasil? E ela, uma empresa monopolista e verticalizada, não aproveitará as imensas oportunidades abertas pela crise para se reposicionar no mercado global segundo a sua óptica de mercado própria, privilegiando alguns clientes (países) em detrimento de outros?
As cadeias de suprimento da agricultura precisarão ser nacionalizadas ao máximo possível, ou ainda ser objeto de substituições parciais. O governo deverá ser capaz de estabelecer algum grau de controle sobre os mercados negro e paralelo de defensivos, fertilizantes e ração animal.
Todo esse complexo panorama suscitaria aqui uma extensa série de perguntas, as quais podem, contudo, ser subsumidas em uma única: (6) Estaria o governo brasileiro disposto a transitar de uma posição promotora do livre mercado para um intervencionismo aberto na atividade econômica, incidente em especial sobre um segmento (o agropecuário e agroindustrial) historicamente hostil ao governo, e com grande penetração no Congresso nacional?
Em um momento em que a segurança alimentar da população passará a estar sob risco, o governo precisará se dar conta que não deve nem pode se omitir de atuar.
Ao longo da história da humanidade períodos de crise impulsionaram a evolução tecnológica, e desta vez não será diferente. Tecnologias agrícolas até aqui experimentais, como mapeamento espacial por satélite ou diagnósticos de saúde do solo baseados em Inteligência artificial terão a sua introdução comercial fortemente antecipada. O mesmo se dá com processos de economia circular, como a reciclagem do ácido sulfúrico empregado no refino de petróleo, e a captura do dióxido de enxofre dos gases residuais da fundição metalúrgica.
(7) Virá o governo a atuar de forma proativa na indução dessas e outras tecnologias, buscando acelerar a sua adoção comercial?
Do desencadear da crise até o seu ponto de inflexão não haverá quase nenhum espaço para qualquer coisa que não seja remendo ou remédio. Porém, ao longo da sua “curva descendente”, ganharão impulso os questionamentos a nível macro, referentes à mudança de modelos.
O atual modelo da agricultura em escala industrial para a produção de alimentos já apresenta de antemão inúmeras desvantagens e externalidades, tais como: a dependência do transporte por longas distâncias, terrestre, marítimo e aéreo (distância entre produtor e consumidor); a produção de alimentos de baixo valor nutricional, se comparados àqueles cultivados por métodos tradicionais; os riscos à saúde pública pela exposição de agricultores e consumidores a agentes químicos; o esgotamento dos solos; o esgotamento dos aquíferos e lençóis freáticos pelo uso intensivo de irrigação; a poluição química de todos estes, solos e águas; a severa emissão de gases de efeito estufa; e a dependência de financiamento e subsídios públicos – veja por exemplo esta análise sistêmica do conjunto dessas vulnerabilidades. Tem-se até aqui contemporizado com tais problemas em nome da necessidade de se produzir alimentos para toda a população do planeta (como se mesmo assim fome já não houvesse…).
Mas, diante da mudança climática se tornando catástrofe (o evento do Super El Niño não permitirá mais ignorar isso), o questionamento quanto à persistência desse modelo se instalará na ordem do dia.
E ficará evidente a necessidade de adoção do modelo alternativo – a agroecologia, que não possui nem de perto a produtividade do modelo vigente, mas que até nisso é vantajosa: por ser intensiva em mão-de-obra, a agroecologia permitirá oferecer ocupação associada à subsistência a milhões de famílias em situação de insegurança alimentar crônica.
E a maior de todas as vantagens: a agroecologia se baseia na biodiversidade, em lugar das monoculturas onipresentes. Uma universalização do modelo agroecológico permitirá um reflorestamento em larga escala do planeta, possivelmente a única saída para uma atenuação da mudança climática.
Sobre as possibilidades de uma transição no Brasil do modelo atual para a agroecologia, Jean-Marc von der Weid produziu em 2023 um abrangente estudo, publicado em cinco partes: primeira, segunda, terceira, quarta e quinta.
Segue a reprodução de um trecho da quarta parte: “No futuro, muito mais próximo do que muitos (inclusive o nosso governo atual) imaginam, os preços dos transportes, dos insumos e da energia vão implodir ou explodir o SAA [sigla para ‘sistema agroalimentar’] e o conjunto das suas grandes empresas. O mundo vai ter que se reciclar de forma radical e a economia vai ter que priorizar a produção de gêneros essenciais para a sobrevivência da humanidade, onde os alimentos serão um fator chave. […] A localização desta produção vai ser um elemento central da sobrevivência da humanidade. A SAA vai ter que ser substituída por uma produção descentralizada ao máximo, para conter os custos de transporte. A produção agropecuária vai ter que cortar a mecanização em larga escala, assim como o uso de adubos químicos solúveis e agrotóxicos, pelas mesmas razões de custo. A agricultura do futuro vai ter que ser de carbono zero e até capaz de retirar carbono do ar. Vai ter que produzir de forma diversificada e intensiva, com alta produtividade do solo, mesmo sacrificando a produtividade do trabalho. Vai ter que abrir espaços para um movimento intensivo de reflorestamento, a única forma operacional em larga escala capaz de fazer recuar o processo de aquecimento global. E vai ter que enfrentar o desafio de produzir alimentos diversificados para uma dieta nutricionalmente adequada para a saúde humana. Tudo isto aponta para um fato básico: um novo SAA não pode ser regido pelas leis do capitalismo e orientar-se pela busca do lucro máximo”.
(8) Dará conta o governo de se sintonizar com a discussão, no mundo, quanto ao esgotamento do modelo agroalimentar vigente, participando no movimento geral para definição e adoção de um novo modelo, mesmo ciente de que isso significaria uma reorientação da economia do país, hoje baseada na exportação de commodities?
Conta ainda o estado brasileiro com uma instituição de pesquisa no campo da agropecuária dentre as melhores do mundo, a Embrapa, historicamente orientada à agricultura em escala industrial prevalente. (9) A Embrapa irá gerar alternativas e soluções inovadoras tanto para uma mitigação da crise nos parâmetros do modelo agroalimentar vigente quanto para a concepção de um novo modelo (como a agroecologia em grande escala)?
A crise em praticamente todas as cadeias globais de suprimentos (não apenas a da produção de alimentos) virá afetar também, e de forma grave, o sistema financeiro global. Tanto quanto o modelo agroalimentar pelo mundo afora, o modelo financeiro adotado desde a substituição do capitalismo industrial pelo capitalismo financeiro como principal motor da economia, em especial nos países do chamado “Ocidente coletivo”, acabará por dar sinais claros de esgotamento.
Um desses sinais já pode ser percebido na incapacidade dos governos mundo afora em enxergar o desastre que se aproxima (problema que só fará piorar, agora que as negociações de paz estão para serem retomadas). O sistema financeiro, se ainda estivesse minimamente atrelado à economia real ao invés de autorreferenciado e tornado um fim em si mesmo, deveria estar já há tempos emitindo alertas precoces quanto à enxurrada de problemas que virão desabar sobre os ombros de todos – mas, pelo contrário, vem ele operando como que para negar essa emergência (veja especialmente este vídeo de Steve Keen e também este artigo, em que é revelado que o JP Morgan modelou a tendência para os preços do petróleo com Ormuz permanecendo restrito, porém o resultado lhes foi tão inconveniente que eles decidiram não publicar o estudo).
O valor das big techs é proporcional ao valor dos bits (simbólicos) nos computadores, enquanto que o valor das empresas da economia real guarda proporcionalidade com o valor dos derivados de petróleo e gás presentes nas suas respectivas cadeias de suprimentos, ou seja, ao valor das moléculas (físicas) dos hidrocarbonetos. Não importa que o chamado “mercado” precifique um bit como valendo mil vez mais do que uma molécula com seus átomos; novos bits sempre poderão ser criados mas, diante de uma escassez de hidrocarbonetos, mil bits reunidos não adiantarão para constituir uma única molécula.
O tal “mercado”, após décadas fazendo mais dinheiro a partir de dinheiro, descobrirá da pior forma possível que a única economia capaz de prover sustentação à vida das pessoas (que é, afinal, para o que uma economia deveria servir) é a economia real, física.
Nessa hora, qual será o comportamento no “piloto automático” de governos (especialmente no Ocidente)? Fazer aquilo que eles estão condicionados a fazer (e que foi o que fizeram na crise de 2008): buscar resgatar o sistema financeiro em vez da economia real.
Assim, diante da alta nos preços dos alimentos, os bancos centrais soarão o alarme: “inflação!”. E, como um cão de Pavlov, aumentarão os juros. Mas, diante da destruição da demanda decorrente do choque (de oferta e de preço) do petróleo, empresas da economia real estarão se fragilizando, começando a demitir e a fechar as portas – ou seja, prenunciando deflação ao invés de inflação. Nessa hora, qualquer aumento de juros será o medicamento que virá abreviar a vida do enfermo.
Será apenas questão de tempo que venha a estar também colocada a discussão sobre a adoção de algum outro modelo, como o da China, em que o sistema financeiro é meio (para o desenvolvimento do capitalismo industrial) e não um fim em si (existe sim sistema financeiro privado na China, porém subordinado e integrado ao sistema financeiro público).
(10) Poderá o governo brasileiro se permitir também essa discussão? (a qual poderia vir a ressignificar e superar mazelas históricas, como a destinação da maior parte do orçamento federal para o pagamento dos juros da dívida pública).
O atual governo, desde seus primórdios em 2003, tem como marca maior a erradicação da fome no Brasil e, como característica, a conciliação com os interesses do grande capital, como os do mercado financeiro e os do agronegócio. Será uma ironia da história que, na possível transição para um quarto mandato, este governo se veja forçado a lidar com uma conjuntura em que esses dois sentidos colidam frontalmente.
Por fim, faço aqui uma aposta: a negação quanto à disfuncionalidade da economia (sistemas financeiro, agroalimentar e outros) é de tamanha monta que acabará atribuída ao El Niño a culpa pelo que tenha e que não tenha causado, afinal, ao passo que aquelas disfuncionalidades passam despercebidas às pessoas comuns, os eventos climáticos extremos estarão evidentes perante todos. Será bastante conveniente atribuir a totalidade das causas da débâcle às manifestações da natureza em vez de aos vícios das instituições vigentes.
Este artigo tem como propósito tecer considerações sobre as principais questões que poderão afligir o Brasil na crise global de alimentos vindoura. Já no intuito de oferecer uma proposta sobre como poderia vir o país a lidar com essa crise foi escrito um outro artigo a ser postado amanhã no site A Terra é Redonda.
*Ruben Bauer Naveira é concursado do poder executivo federal como Analista Técnico de Justiça e Defesa (aguardando chamamento). Autor também do estudo O Pós-Guerra Nuclear no Brasil: Ou juntos, ou nada.
[Para ler a primeira parte deste artigo clique neste link]
[Este artigo terá continuidade nas próximas publicações]
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