O erro fatal da política norte-americana



Por GILBERTO LOPES*

O colapso da segurança compartilhada: como o narcisismo geopolítico do Ocidente fabricou uma nova Guerra Fria ao encurralar a Rússia

Uma arma inútil

No Natal de 1991, após a dissolução da União Soviética, a bandeira tricolor substituía, pela primeira vez, a bandeira da foice e do martelo no mastro do Kremlin. Um abalo político percorria o mundo. Uma das mudanças políticas mais surpreendentes e extraordinárias do século passado acabara de ocorrer. Com o fim da União Soviética, Mikhail Gorbachev entregava a Boris Yeltsin a condução do Estado. Era difícil – impossível, diria eu – vislumbrar os detalhes e as consequências das transformações que já vinham ocorrendo há pelo menos dois anos no mundo. O próprio fim da União Soviética parecia, há até bem pouco tempo, algo inconcebível.

Do outro lado do Atlântico, um velho diplomata, George Kennan, que tinha sido embaixador dos Estados Unidos na URSS por um curto período em 1952, no final do governo de Joseph Stalin, uma mente profundamente ligada ao mundo da Guerra Fria, particularmente perspicaz em sua visão sobre o mundo que nascia, fazia graves advertências.

George Kennan era crítico do governo russo, mas nutria uma grande simpatia pelo povo russo. Falava o idioma e tinha vivido no país em mais de uma ocasião antes de se tornar embaixador.

No final da Guerra Fria, sobreviviam duas grandes alianças, afirmava George Kennan: o Tratado do Atlântico Norte e o Tratado de Segurança com o Japão. A maior parte dos objetivos desses tratados deixou de fazer sentido com o desaparecimento da União Soviética. “Devem ser revistos”, afirmava George Kennan em Around the Cragged Hill,[i] publicado em Nova Iorque em 1993, dois anos após esse acontecimento.

George Kennan refletia sobre a possibilidade de um conflito nuclear, sobre uma eventual guerra entre os Estados Unidos e a União Soviética. Alertava que qualquer guerra entre as grandes potências seria suicida. Qual seria o propósito dessa guerra, ou o propósito de se preparar para ela?

A arma nuclear é, na verdade, uma arma inútil, pelo menos para qualquer propósito racional, incapaz de servir a qualquer propósito militar coerente. No entanto, constitui uma ameaça para a civilização em geral, afirmava ele.

Ele tinha esperança de que a decisão do presidente George Bush reduziria significativamente o arsenal norte-americano, anunciada em setembro de 1991 e à qual Mikhail Gorbachev respondeu de forma semelhante, era apenas o início de um processo de desarmamento. Defendia uma estrutura de segurança que respondesse a essa nova realidade. Uma estrutura que deveria ser europeia.

Não era uma posição nova. Já em 1948, quando se criou a OTAN, George Kennan manifestou-se contra a participação dos Estados Unidos. Com o fim da União Soviética, insistia que os Estados Unidos não só não deveriam ser membros dessa nova estrutura, como deveriam retirar suas forças estacionadas na Europa.

No entanto, reconhecia que a nova realidade não implicava necessariamente a dissolução da OTAN. Que, eventualmente, o tratado que a criou continuaria em vigor e os Estados Unidos continuariam sendo membros. Manifestou, contudo, sua esperança de que “não fosse uma aliança contra nenhum país em particular, mas a expressão de um interesse pela segurança e prosperidade de todos os países da Europa”.

O maior erro do período pós-Guerra Fria

Em seu diário, editado em 2014 por Frank Costigliola,[ii] George Kennan volta ao tema. Trata-se de um livro com mais de 700 páginas, organizado desde 1916 até 2004, ano em que George Kennan completou cem anos.

Em 4 de janeiro de 1997, escrevia de Princeton: “Não costumo fazer previsões”. Mas, nessa ocasião, ousou fazer uma. Bill Clinton iniciaria seu segundo mandato, com a agressiva Madeleine Albright como Secretária de Estado, quando aprovou a expansão da OTAN para leste, contrariando o que tinha sido acordado, menos de uma década antes, com Mikhail Gorbachev.

“Ao admitir Polônia, Hungria e República Checa na OTAN – disse então o presidente Bill Clinton – “estamos mais perto do que nunca de concretizar o sonho de uma geração: uma Europa unida, democrática e segura pela primeira vez desde o surgimento dos Estados-nação no continente europeu”.

“Os russos não vão reagir de forma sensata, nem moderada, à expansão da OTAN em direção às suas fronteiras”, afirmou George Kennan em seu diário. “O compromisso decidido de nosso governo em impulsionar a expansão da OTAN até às fronteiras russas é o maior erro de todo o período posterior à Guerra Fria”, afirmou.

“Tentei, por todos os meios, encontrar uma razão para esse erro colossal e não consegui encontrar nenhuma”. Isto provocará uma divisão trágica e desnecessária entre o Oriente e o Ocidente, desencadeando uma nova forma de Guerra Fria. Além disso, a Rússia desenvolverá suas relações com o Oriente, especialmente com o Irã e a China, para formar um sólido bloco militar antiocidental e enfrentar as aspirações da OTAN de dominar o mundo. Isto foi dito há 30 anos!

Por fim, lamenta-se: “Na insistência em fazer algo tão insensato, vi o fracasso definitivo do esforço ao qual dediquei grande parte da minha vida: encontrar um espaço razoável de entendimento e simpatia entre o grande povo russo e o nosso. Mas, como estou velho! Fraco! Impotente!”

Voltou a alertar para o grave erro que se estava cometendo num artigo – “A fateful error” – publicado no New York Times, em 5 de fevereiro de 1997. “Aqui está em jogo algo da maior importância. E talvez ainda não seja tarde demais para apresentar uma opinião que, creio eu, não é apenas minha, mas compartilhada por muitas outras pessoas com uma ampla experiência – e, na maioria dos casos, mais recente – em assuntos russos. Essa opinião, para ser franco, é que a ampliação da OTAN seria o erro mais fatal da política estadunidense em toda a era pós-Guerra Fria”.

É de esperar – acrescentou ele – “que uma decisão desse tipo avive as tendências nacionalistas, antiocidentais e militaristas na opinião pública russa; que tenha um efeito adverso no desenvolvimento da democracia russa; que restabeleça a atmosfera da Guerra Fria nas relações entre Oriente e Ocidente; e que empurre a política externa russa em direções que decididamente não nos agradam”.

Em julho de 1997, George Kennan viajava pela Europa e escreveu em seu diário seu desacordo com a decisão da OTAN, tomada numa reunião em Madrid, de aceitar Polônia, República Checa e Hungria na organização.

“Como os russos encararão isto?”, perguntava-se ele. “Para qual missão esses novos membros da OTAN têm que estar tão bem armados? Como isto se coaduna com as garantias dadas aos russos de que não deviam preocupar-se, de que a expansão das fronteiras da OTAN para leste não teria implicações militares?”

“Estou desolado com o que está acontecendo. Não vejo outra coisa senão uma nova Guerra Fria que provavelmente terminará numa guerra quente e o fim do esforço para alcançar uma democracia funcional na Rússia. Vejo um fim total, trágico e absolutamente desnecessário de uma relação aceitável desse país com o resto da Europa”.

O artigo teve enorme repercussão e continua sendo objeto de reflexão até hoje. Em abril do ano passado, Ian Proud, ex-diplomata britânico e conselheiro econômico na embaixada britânica em Moscou entre julho de 2014 e fevereiro de 2019, publicou um longo comentário sobre o texto de George Kennan: “Erros fatais. Por que os líderes da OTAN deviam ter ouvido George Kennan em 1997”.

Ian Proud refere-se ao discurso de Putin na Conferência de Segurança de Munique (para a qual a Rússia já não é convidada), em 10 de fevereiro de 2007. “É óbvio que a expansão da OTAN não tem nada a ver com a modernização da aliança, nem com a garantia de segurança na Europa. Pelo contrário, representa uma grave provocação, que reduz o nível de confiança mútua. E temos o direito de nos perguntar: contra quem se dirige esta expansão?”, questionou então Vladimir Putin.

Ian Proud lembra que, no ano seguinte, em 2008, na cúpula da OTAN em Bucareste, foi discutida a ideia de incorporar, algum dia, a Geórgia e a Ucrânia.

A OTAN continuou expandindo-se para leste: Bulgária, Romênia, Eslováquia, Eslovênia, países bálticos, Finlândia, Suécia.

Preparar-se para a guerra

Mark Rutte, secretário-geral da OTAN, sabe quem era George Kennan? O presidente Macron, o chanceler Merz ou o próprio Marco Rubio sabem?

Voltemos às ideias desse notável diplomata norte-americano, falecido há 21 anos, em março de 2005, e que nasceu em Milwaukee em fevereiro de 1904. Elas ajudam-nos a refletir sobre o presente, num momento em que a OTAN está empenhada numa guerra contra a Rússia, cujas consequências não podem ser minimizadas.

George Kennan propunha a reorganização da segurança europeia sem os Estados Unidos, uma nova aliança que não fosse dirigida contra nenhum país, mas que fosse a expressão de um interesse pela segurança e prosperidade de todos os países da Europa. Parece-me que ele estava pensando numa Europa do Atlântico aos Urais. Uma ideia de que já tinha falado Charles de Gaulle, retomada em 1989 por Gorbachev, quando falou da “casa comum europeia”, num discurso diante do Conselho da Europa.

O mundo tomou outro rumo, e hoje, 35 anos depois, está tão distante do que propunham que é difícil imaginar como seria uma Europa que tivesse avançado na direção sugerida por George Kennan.

Na ausência de qualquer iniciativa diplomática, as relações do Ocidente com a Rússia estão hoje quase exclusivamente nas mãos de um organismo militar como a OTAN. É o único lugar em que Estados Unidos, Canadá e Europa enfrentam as questões mais prementes de nossa segurança, afirmou Rutte, num artigo publicado na véspera da cúpula da OTAN realizada em Ancara, em 7 e 8 de julho desse ano. Quais são essas questões? Quem são seus inimigos? O único país mencionado na Declaração de Ancara é a Rússia.

No ano passado, a OTAN gastou cerca de 20% a mais em defesa do que no ano anterior. Foram 258 bilhões de dólares, em 2025 e 2026. Donald Trump tem pressionado os europeus a aumentarem suas despesas militares a até 5% de seu Produto Interno Bruto (PIB). Uma verdadeira fortuna, que a maioria dos países europeus não está em condições de investir, mesmo cortando gastos sociais, sem pagar um custo político.

Atacar a Europa?

Em Ancara, os líderes da OTAN anunciaram dezenas de bilhões de dólares em novos contratos com empresas da Europa e da América do Norte para financiar o rearmamento europeu.

Uma OTAN 3.0 – como agora a definem –, não tão dependente dos Estados Unidos. A ideia é que parte da produção e manutenção do armamento de origem norte-americana seja transferida para a Europa. Isso pressupõe que a Europa assuma uma parte maior do fardo de sua defesa convencional e que os Estados Unidos se encarreguem das operações de “resgate”, quando necessário, afirmaram Steven Erlanger e Lara Jakes num artigo publicado no New York Times, no último dia 7 de julho.

A Alemanha conservadora de Friedrich Merz colocou o rearmamento no centro das despesas do governo. Prevê-se que, no final da década, atingirá cerca de um terço do gasto federal. “Não podemos defender-nos de Vladimir Putin com um orçamento equilibrado”, afirmou o chanceler.

Vários serviços de inteligência alemães e de outros países europeus definiram 2029 como o ano em que a Rússia estará pronta para atacar a Europa. É um cenário que não só Putin rejeitou, como também é pouco provável, levando em consideração a realidade política e militar europeia. Um ataque à Europa significa uma guerra com a OTAN, envolvendo potências nucleares. Quais seriam os objetivos da Rússia numa guerra dessas? Com a guerra na Ucrânia em pleno andamento, a Rússia estaria em condições militares de atacar a Europa dentro de três anos? Os estadunidenses e os europeus sabem que não.

Não estamos em guerra

De onde surge, então, essa data para uma guerra com a Rússia? A única explicação possível é que resulta do cálculo de quando os países europeus estarão prontos para essa guerra que, por enquanto, se trava através do crescente apoio militar, financeiro e político à Ucrânia.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenski, pediu mais armas à OTAN, sobretudo mísseis de defesa antiaérea. O presidente francês anunciou a criação de uma “coalizão de mísseis antibalísticos” para armar a Ucrânia. Berlim anunciou a compra de 50 mil drones de ataque para Kiev.

“Não estamos em guerra com a Rússia”, afirmou o primeiro-ministro checo, Andrej Babis, após a cúpula da OTAN em Ancara. Juntamente com a Eslováquia e outros países, decidiram não contribuir com o novo pacote de 70 bilhões de euros em ajuda militar à Ucrânia. O presidente eslovaco, Peter Pellegrini, criticou o fato de que a cúpula da OTAN tenha se dedicado, quase exclusivamente, à dimensão militar do conflito, deixando de lado as iniciativas diplomáticas.

A Ucrânia depende dos serviços de inteligência europeus e norte-americanos para seus ataques contra alvos na Rússia, além do financiamento de seu orçamento estatal e das despesas de guerra.

À medida que a guerra se amplia, o cenário vai mudando. A guerra trava-se agora em dois cenários. Nas últimas semanas – como é possível ler num balanço da Foreign Policy de 19 de julho –, a Ucrânia intensificou seus ataques à Rússia, atingindo infraestruturas energéticas essenciais, fábricas de armas e terminais de embarque, provocando uma crise de combustível no país.

A Rússia, por seu lado, intensificou os ataques a alvos ucranianos, incluindo portos e navios no Mar Negro e várias instalações em Kiev. Mas seus maiores avanços estão na linha de frente, com suas tropas aproximando-se das duas principais fortificações da Ucrânia no Donbass: Slavianski e Kramatorsk. Não parece impossível que, antes do final deste ano ou no início do próximo, a Rússia alcance as fronteiras das antigas regiões ucranianas hoje reivindicadas pela Rússia.

Isso poria fim à guerra? Talvez não. A Ucrânia poderia continuar lançando ataques na nova fronteira, mantendo seus ataques com drones contra territórios russos, enquanto a Europa continuaria apoiando-a na esperança de derrotar a Rússia e impedir a consolidação de seu controle sobre o antigo território ucraniano.

Será este o cenário que os serviços de inteligência alemães vislumbram como data para uma guerra da Europa contra Moscou? O eventual controle russo de todo o Donbass implicaria um novo cenário político, com consequências difíceis de imaginar. Provocaria mudanças políticas na Ucrânia? Abriria portas para negociações? Ou daria lugar à intensificação da guerra contra a Rússia, que a Europa anuncia?

Essa não seria uma guerra russa contra a Europa, mas a continuação de uma guerra europeia contra a Rússia, não mais através da Ucrânia, mas de forma direta. “Não vamos atacar a Europa”, reiterou em 22 de julho o ministro das relações exteriores russo, Serguei Lavrov. “Mas se a Europa tentar atacar-nos, já não será uma guerra convencional”. Será que alguém sensato consegue imaginar algo assim?

O mundo estava observando…

Vale a pena lembrar aqui a proposta de Zbigniew Brzezinski, politólogo estadunidense de origem polonesa e conselheiro de segurança nacional de Jimmy Carter, que Jeffrey Sachs, economista e acadêmico norte-americano, cita num artigo publicado no dia 21 de julho. O controle da Eurásia é fundamental para o domínio norte-americano do mundo. Não são Estados importantes para os Estados Unidos, mas são importantes para enfraquecer outras potências, afirmou. No caso da Eurásia, a referência é, naturalmente, à Ucrânia e à Rússia. Zbigniew Brzezinski citava, além disso, o caso do Irã, no Oriente Médio.

A OTAN redobra suas apostas nos gastos militares, na produção de armas e na dissuasão através de um poder de fogo superior. “Que tipo de segurança estamos realmente comprando?”, questionou-se o professor de direito Curtis F. J. Doebbler, da Universidade de Makeni, em Serra Leoa, numa carta aberta à OTAN intitulada “A falsa promessa da segurança militarizada”.

Curtis F. J. Doebbler lembrou das repetidas violações do direito internacional por parte dos membros da OTAN. Citou os casos do Irã, Iraque, Venezuela, Líbia, Síria e da guerra contra o terrorismo, de duração indefinida.

O Ocidente tornou-se uma civilização narcisista, ressaltou o diplomata e acadêmico de Singapura, Kishore Mahbubani, numa apresentação realizada no início deste mês sobre a ascensão e queda da hegemonia ocidental. Esse narcisismo impediu-o de ver os erros que cometeu em suas relações com o resto do mundo.

“Podemos começar este relato no final da Guerra Fria, em 1990”, indicou ele. “Como o Ocidente comemorava, como estava feliz por ter derrotado a União Soviética sem disparar um único tiro. Conseguimos sociedades democráticas liberais, que são as melhores sociedades do mundo!”, diziam.

“Acho que vocês concordarão que isso foi um pouco arrogante”, disse Kishore Mahbubani. Pensaram que podiam fazer o que quisessem. Invadiram países e declararam guerras ilegais. Mas o mundo estava observando…

Como já vimos, a OTAN decidiu avançar para leste, até às fronteiras russas. Avançaram sem nunca se questionarem se não seria necessário considerar as legítimas preocupações de segurança da Rússia, que Vladimir Putin já tinha assinalado em seu discurso na Conferência de Segurança de Munique, em 2007.

Hoje voltam a falar da segurança da Europa, da Ucrânia, sem considerar, em absoluto, as reivindicações russas. Será possível alcançar a paz sem considerar as preocupações legítimas da Rússia relativamente à sua segurança?

Não parece provável, entre outras coisas porque, dessa forma, a Rússia só poderia garantir sua segurança com armas atômicas. A “arma inútil”, como George Kennan as classificou, “incapaz de servir qualquer propósito militar coerente”.

Quão distante estamos da casa comum europeia, de que Gorbachev falou no Conselho da Europa, em 1989! A arrogância do Ocidente foi um erro estratégico, na opinião de Kishore Mahbubani. George Kennan já tinha alertado sobre isso.

Mas em Ancara só se ouviu uma única voz, que o resto do mundo não deve continuar ouvindo sem prestar muita atenção. Os mesmos que já nos levaram a duas guerras mundiais sonham agora em ganhar uma terceira. Será que isto faz algum sentido? Como disse George Kennan, são uma ameaça para a civilização em geral.


*Gilberto Lopes é jornalista, doutor em Estudos da Sociedade e da Cultura pela Universidad de Costa Rica (UCR). Autor, entre outros livros, de The end of democracy: a dialogue between Tocqueville and Marx (Editora Dialética) [https://amzn.to/3YcRv8E]

Tradução: Fernando Lima das Neves.

Notas


[i] Kennan, George. Around the Cragged Hill. W.W. Norton & Company. Nova Iorque, Londres, 1993. 272 p.

[ii] Costigliola, Frank (ed.). The Kennan Diaries. W.W. Norton & Company. Nova Iorque, Londres, 2014. 712 p.

"A leitura ilumina o espírito".

"A leitura ilumina o espírito".
Apoiar: Chave 14349205187

Comentários