Nonato Menezes
Nos últimos anos coisas estranhas têm acontecido no mundo. Não que morrer seja algo estranho, afinal a vida parece só ser possível mediante a inevitabilidade da morte. No entanto, em certas circunstâncias, a morte de humanos tem fugido completamente dos padrões da Natureza. É o caso, por exemplo, das guerras ora em curso, quando os louros ficam com quem mata mais.
Daniel Estulin, em seu livro, A Verdadeira História do Clube de Bilderberg, (Planeta), descreve essa “organização”, criada em 1954, como um Clube de bilionários ocidentais que se reúne periodicamente para discutir os rumos da geopolítica mundial. Para o autor, as reuniões não são apenas para discutirem a “conjuntura mundial", mas para “deliberarem” sobre questões relevantes, seja do ponto de vista econômico, político, social etc.
Uma das questões abordadas nas reuniões seria a “necessidade de exterminar milhões de pessoas”, cuja justificativa recairia sobre evitar eventual colapso dos sistemas produtivos e distributivos de alimentos e de bens de consumo geral. O que para muitos não passa de “acusação conspiratória”, outros, no entanto, veem a questão como factível, pois está associada ao comportamento predatório, ao racismo e a outros “atributos” mais que evidentes dos que se julgam “donos do mudo”.
Independentemente de ser “uma verdade” ou conspiração, há fatos recentes que podemos muito bem associá-los a tal propósito, ainda que esta relação esteja baseada apenas no direito de pensar e expor a leitura pessoal feita sobre os eventos.
Eventos recentes, ainda sem dados checados que corroborem uma verdade, não excluem dúvidas e perguntas apropriadas. Cabe à História, portanto, responder muitas perguntas atuais e futuras e deitar algumas “certezas” sobre as dúvidas já levantadas.
Em 2021, ano de maior intensidade da COVID-19, o governo dos EUA minimizou a gravidade do vírus e divergiu publicamente de autoridades de saúde. O resultado foi de mais de 1,06 milhão de mortes, para uma população estimada em 349 milhões de pessoas. O que fez o país do Norte contabilizar o maior número de mortes em todo o mundo.
No Brasil, naquele mesmo ano, com a população chegando aos 213 milhões de habitantes, o número de mortos pela COVID-19 passou das 700 mil pessoas. Aqui, como nos EUA, o comportamento dos governos foi semelhante em alguns pontos: minimizar a gravidade do evento, negar a Ciência como meio de proteger a saúde das pessoas, e o mais grotesco, desdenhar do medo e da aflição da sociedade diante da morte que parecia à espreita.
Para efeito de comparação, a Índia, com seus 1,4 bilhão de habitantes naquele ano, o número de mortes pela COVID-19 não ultrapassou as 530 mil.
Poucos anos depois daquele tempo sombrio, mais mortes. Dessa vez, com propósito explícito: matar, matar e matar.
Na Palestina, como exemplo mais prosaico, o número de assassinatos de crianças, mulheres inocentes e idosos já se aproxima dos 75 mil. Genocídio com apoio “virtuoso” do governo dos Estados Unidos e dos europeus civilizados.
Na Ucrânia, com a eloquência dos que incentivam e aplaudem mortes, mais de 2 milhões de pessoas já estão sepultadas em suas “terras produtivas”. Esta foi uma expressão usada por um dos diretores do maior fundo de investimento do mundo, o BlackRock. Na visão irritadiça desse diretor, “não era justo” corpos serem sepultados em terras que poderiam ser usadas para produzir alimentos ou para extração de minerais.
Somam-se a esses campos de morte os assassinatos no Irã, no Líbano, no Iêmen, no Congo, entre outros lugares. Todos com a assinatura da “Classe Epstein”. A mesma classe que oferece os membros para Clube de Bilderberb.
Mas o que motivou o título deste escrito, além de todos os eventos com mortes "toleradas" e provocadas de maneira deliberada, foi o ocorrido no Brasil naquele período, muito parecido ao que aconteceu nos Estados Unidos.
No Brasil, com seus 716 mil mortos, o senso comum parece ter se rendido à causa de ter sido o vírus o único responsável por todos eles, desconsiderando a possilidade de parte dos óbtos ter sido evitada, caso o governo tenha atuado para que isso ocorresse.
Salta aos olhos, porém, o comportamento do governo daqueles anos tristes. O presidente, por sua vez, agiu como alguém com distúrbios mentais. Se comportou de maneira insana, mesmo assim, um assessor sequer, o alertou sobre como se comportar naquele momento, sobretudo diante das pessoas mais desprotegidas.
Nada de humano. Nada de racional. O processo foi encarado com desdém. Certa satisfação, talvez. O que nos remete à ideia de um projeto. De um processo conduzido com propósito. Com a certeza, ou quase, de não haver responsabilização, pois a “culpa” era do vírus, por mias óbvio que evitar milhares de mortes parecesse possível, desde que ações governamentais possíveis e necessárias fossem adotadas.
Com tudo que vem ocorrendo no mundo hoje, com milhões de mortes provocadas e tantas outras induzidas, sou levado a considerar o propósito do Clube de Bilderberg. Para o qual, “no mundo há gente demais. Há bocas demais para comer. Corpos demais para vestir. Porém, eventual risco de escassez de alimentos e de bens de consumo geral não pode ser descartado, motivo pelo qual, garantir a sobrevivência dos "escolhidos", só é possível mediante projeto de extinção em massa, a ser implementado no tempo certo e nos lugares certos”.

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