
No day after da aprovação pelo
Senado de proposta que muda as regras do
pré-sal, abrindo caminho para leilões de novos campos de petróleo e para a aprovação
pela Câmara de projeto ainda mais vergonhoso, que prevê o fim do regime de
partilha e a volta ao regime de concessão que vigia até 2010, estabelecido nos
“fantásticos” tempos de FHC, autoridades norte-americanas movem mundos e fundos
para impedir a compra, pela poderosa estatal chinesa ChemChina, da
multinacional química Syngenta, por 44 bilhões de dólares.
Embora de origem suíça, a
Syngenta tem forte presença no mercado agrícola norte-americano, onde está
cotada em bolsa e conta com acionistas
como o Bank of America e o fundo de investimentos Blackrock.
Com essa atitude, os EUA querem
também evitar que Pequim reforce sua posição na área de transgênicos
prejudicando direta e indiretamente grandes empresas norte-americanas do setor,
como a Monsanto - ao contrário do que ocorre no Brasil, os chineses tratam as
multinacionais de sementes e defensivos agrícolas estrangeiras com rigor e são
extremamente cuidadosos na liberação da venda de seus venenos e organismos
geneticamente modificados em seu território, um dos maiores mercados do
mundo.
A pseudo “massa” ignara, abjeta,
fútil e fascista, que pulula pela internet e pela mídia conservadora
brasileira, deveria aproveitar o seu pegajoso pró-norte-americanismo para
aprender a diferença entre os EUA – e outros países com P maiúsculo na
administração de seus interesses - e o Brasil: por lá, quando se trata da
entrega de setores ou mercados estratégicos para potências concorrentes, os
mastins nacionalistas dos Estados Unidos ladram e rugem - mesmo quando não se
trata de empresas 100% norte-americanas – e arreganham os caninos, enquanto,
por aqui, nossos delicados poodles entreguistas antinacionais fazem festa para
os gringos, e balançam, arfantes e em êxtase, os rabinhos.
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