"Uma provocação perigosa e grande está programada para o dia 23 de fevereiro", disse Ministério das Relações da Rússia
Por Jornal GGN
Jornal GGN – A porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Rússia, María Zajárova, disse nesta sexta-feira (22) que os Estados Unidos estariam mobilizando o envio de armas contra a Venezuela, repassando não somente alimentos e remédios aos opositores do governo de Nicolás Maduro, como também transladando membros das forças especiais e munições pelas fronteiras com a Venezuela.
“A situação na Venezuela chegou a um ponto crítico”, disse Zajárova, assegurando que “se espera uma provocação dos EUA”. “Há indícios de que as forças especiais e material bélico dos Estados Unidos está sendo transladado ao território venezuelano”, afirmou.
A porta-voz da chancelaria russa não informou se detinha de provas sobre a remessa de armamento e soldados das forças especiais ao país da América Latina, mas se mostrou confiante sobre a informação.
“Uma provocação perigosa e a grande escala está programada para o dia 23 de fevereiro: o cruzamento da fronteira da Venezuela por parte do chamado ‘comboio humanitário’, incitado e dirigido por Washington”, explicou.
Segundo ela, o objetivo da chamada “ajuda humanitária” dos EUA, em parceria com países como a Colômbia e Chile por vias aéreas e Brasil pela fronteira terrestre é derrubar, definitivamente, o presidente Nicolás Maduro.
“[Essa travessia da fronteira] seria acompanhada por um confronto entre apoiadores e opositores do atual governo, e está analisando um lugar conveniente para a ação militar, a fim de derrubar o atual presidente legítimo do país”, continuou a porta-voz do Ministério do Exterior russo.
Segundo Zajárova, “se os planos dos organizadores deste confronto são levados a cabo, significará um avanço da política exterior agressiva dos EUA a outro nível, o nível das aventuras militares”, que terá um grande impacto a nível mundial: “se intensificará a tensão e se elevará o confronto pelo mundo”.

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