Celeste Silveira
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Paulo Teixeira pede investigação no TCU sobre contratação milionária pela Petrobras de Rene Ariel Dotti. O advogado deu assistência aos procuradores da Lava Jato em Curitiba, como defensor da estatal e atuou na defesa de Carlos Zucolotto Júnior, sócio da mulher do ex-ministro da Justiça e ex-juiz federal. “Há um claro conflito de interesses”, acusa o secretário-geral do PT.
O deputado federal Paulo Teixeira (SP), secretário-geral do PT, entrou com representação junto ao Ministério Público do Tribunal de Contas da União (TCU) pedindo a revogação do contrato da Petrobrás com o advogado René Ariel Dotti no valor de R$ 3 milhões e outros valores adicionais em prestações de R$ 100 mil e R$ 80 mil por atuações específicas. Há suspeita de improbidade administrativa por parte da empresa estatal e outros crimes correlatos, inclusive com novas suspeitas na atuação do ex-juiz federal Sérgio Moro, por conflito de interesse.
Teixeira revela que Dotti teve atuação dos dois lados do balcão, o que viola o Código Penal. O escritório do advogado foi contratado pela Petrobrás para atuar como assistente de acusação do Ministério Público Federal nas ações penais envolvendo a estatal na 13ª Vara Federal de Curitiba, e atuou como defensor de Carlos Zucolotto, padrinho, amigo e sócio da mulher do ex-juiz federal e ex-ministro da Justiça Sérgio Moro, o titular da referida vara. Ele jamais informou à Petrobrás que atuava nas causas, enquanto mantinha relação de amizade e compadrio com Moro. Além de padrinho e amigo Zucolotto foi sócio de Rosângela Moro, mulher do ex-juiz.
Dotti pediu, no início de junho, ao procurador-geral da República, Augusto Aras, que suspendesse as investigações em torno de Carlos Zucolotto. O amigo de Moro foi denunciado por Rodrigo Tacla Durán, por tentativa de extorsão. Ele prometia melhores condições a Duran nas negociações para um eventual acordo com os procuradores da Lava Jato, em troca de R$ 5 milhões. “É preciso elucidar todos os meandros das acusações e extorsões ao mencionadas, a envolver, como figura chave, o advogado Carlos Zucolloto Júnior e seu padrinho Sérgio Moro”, aponta Paulo Teixeira, na representação encaminhada ao procurador Lucas Furtado, que atua no TCU.
*Com informações do PT
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