Omar dos Santos e Nonato Menezes
Este artigo é uma dramática provocação a todos os homens e mulheres que se apresentam como lideranças do sindicalismo trabalhista do Brasil e, por extensão, a todo movimento social de defesa dos interesses das classes oprimidas do país.
O fator geográfico em que se situa uma comunidade é de fundamental importância para sua ação política, sobretudo dos partidos e sindicatos, já que essa ação depende intrinsecamente do envolvimento de categorias profissionais e de outros setores da sociedade em geral. Quando os núcleos populacionais estão separados por pequenas distâncias e possuem infraestrutura de comunicação e viária adequadas, a ação política, quando bem orientada e tendo estratégias bem definidas, se torna capaz de produzir resultados muito melhores e mais eficazes.
O Distrito Federal é singular nessas características. Mais ainda, essas, somadas às boas condições socioeconômicas da maioria de sua população, possibilitam o envolvimento político de qualidade de trabalhadores e militantes. Contudo, esse envolvimento se sujeita, entre outras variáveis, à qualidade dos papéis que desempenham as lideranças políticas e o movimento social organizado. Assim, a nós nos parece que esta última determinante é bastante problemática na capital federal, em que pese as condições favoráveis.
Ainda que por sua função institucional na nação, o Distrito Federal “respire” política, as ações de suas instituições mais progressistas no campo da militância política podem ser consideradas quase irrelevantes quando comparadas às de outras capitais e grandes cidades do país e para nós só existe uma justificativa para este fenômeno, a falta de empenho e de visão estratégica dos “atores” que poderiam articular um movimento muito mais dinâmico e efetivo na busca de obter o envolvimento sociopolítico da porção da sociedade distrital de coloração ideológica de centro e de esquerda, que não é pouca gente. O Distrito Federal é, certamente, uma das unidades federativas onde existe o maior desequilíbrio entre forças progressistas e conservadoras.
A par desta realidade, vejamos como têm agido os militantes progressistas da capital do país, sobretudo a atuação do movimento sindical.
Considerando que ao se falar das organizações sindicais de trabalhadores do Distrito Federal, o Sindicato dos Professores no Distrito Federal – Sinpro-df é o primeiro e mais poderoso delas, faremos nossas reflexões sobre os graves desvios de rota do sindicalismo trabalhista brasileiro, usando sua conduta como exemplo, não só da postura dos demais sindicatos desse campo, mas também a das demais forças do movimento social progressista daqui.
O desenvolvimento do capitalismo trazido pela revolução industrial ocorrida a partir da segunda metade do século XIX, trouxe consigo o acirramento da exploração do trabalhador, levando-a a níveis de verdadeira escravidão. Como não havia leis de regulação das relações capital e mão de obra, era o “patrão” quem ditava, segundo sua vontade e seus interesses, tais relações. É nesse cenário que os trabalhadores desenvolvem suas primeiras formas de organização social e iniciam suas primeiras lutas em defesa de pequenos direitos trabalhistas e sociais. Esta é a primeira etapa da formação do sindicalismo trabalhista no mundo, pois os patrões já tinham os seus.
Uma das vitórias mais importantes, se não a mais, conquistada pelo desenvolvimento do movimento sindical no mundo foram os processos de valorização da cultura trabalhista e de formação política dos trabalhadores.
Esses dois avanços ocorridos concomitantemente com troca de influências e condicionamentos mútuos tiveram importância decisiva para o crescimento e a consolidação do modelo de representação trabalhista no mundo inteiro. Não é por acaso que o capitalismo, seja ele da matriz que for, criou e mantém instrumentos de severa repressão aos sindicatos e a seus agentes. É só visitar a sua história da última metade do século XIX na Europa e da primeira do século XX nos Estados Unidos, quando os grandes empresários, incondicionalmente apoiados pelo Estado e seus governantes proibiam a sua criação e a sindicalização de seus empregados. Não são raros os exemplos de contratação de matadores de aluguel para assassinar líderes e militantes sindicais. Assim compreendido o sindicalismo trabalhista, podemos afirmar que entre outras importantes funções sociopolíticas, a tarefa de participar efetivamente do processo de formação política e cultural do trabalhador se destaca como a mais decisiva e fecunda desta luta. Contudo, infelizmente este é ponto que suas atuais lideranças, menos por falta de recursos e muito pelo despreparo e desinteresse mais negligenciam.
Usando uma vez mais o Sinpro-df como exemplo de desvio desta missão, anotemos algumas evidências de disfunções.
Longe vão os tempos em que os planos de ação do sindicato estabeleciam objetivos e metas na busca de promover a formação política e cultural sólida dos trabalhadores através da realização de atividades como congressos, seminários, cursos regulares, reuniões sistemáticas de estudos etc. Também fazia parte dessa política a publicação de revistas e jornais periódicos, concursos de literatura e a realização de eventos para a divulgação e socialização de experiências bem-sucedidas entre instituições representativas dos trabalhadores. O objetivo final era a formação e o aperfeiçoamento político e cultural do trabalhador na perspectiva de transformar sua compreensão teórica pequeno burguesa em robusta práxis de militância progressista.
Em sua nova concepção da ação sindical em “vigor”, os dirigentes do Sinpro-df discordam da importância crucial de uma formação com a envergadura acima mencionada, e discordam muito porque a ignoram. Assim sendo, o natural é que as tarefas para sua efetivação sejam riscadas de seus planejamentos há muito tempo. Mas por questão de justiça, devemos informar que nossas últimas diretorias, como falamos antes, são zelosas na realização de “certas” atividades de formação. Todo ano ela patrocina, e o faz com empolgação, um curso de formação de lideranças sindicais dirigido aos aposentados e realizado em balneário de Caldas Novas. Patrocina também a viagem de alguns militantes, “escolhidos a dedo”, para participar de congressos de educação fora da capital, os quais não têm nenhuma importância efetiva para o avanço teórico do sindicalismo nem para o engajamento da militância. Para nós, não há dúvidas de que eventos para formação de lideranças sindicais entre aposentados são absolutamente disparatados. Para quem esses agentes irão repassar os conhecimentos adquiridos já que em uma sociedade preconceituosa como a nossa, o aposentado é excluído às vezes até do convívio familiar. Isso tem jeito, tem cheiro e tem forma de patrocínio turístico às custas de recursos do sindicato. Sejamos diretos e honestos. Acredito que atrás desta atividade, esteja o aceno ao voto.
Uma abordagem que julgamos estar no centro da dramática situação por que passa o movimento sindical brasileiro diz respeito à saudosa e eficiente ação do delegado sindical.
Entre as várias decisões equivocadas da história do Sinpro/df, outros se quer a adotaram, foi o abandono da estratégia política da “delegação sindical”, sendo ela talvez a mais nociva das perdas.
O professor Antônio Gramsci, ao cunhar o conceito de “intelectual orgânico”, em oposição ao de intelectual burguês, estabelece que a diferença entre os dois reside, por essência, na forma de como eles são admitidos como líderes e nas estratégias de sua atuação. Para Gramsci, o intelectual orgânico é um pensador intrinsicamente vinculado a uma classe social, agindo como organizador, dirigente e construtor de consensos para os interesses de sua classe. Essa é a dimensão que o diferencia do intelectual burguês, que não se vê como autônomo, mas sim como peça de uma engrenagem cuja finalidade é a de construir uma concepção de mundo que legitime a hegemonia opressora.
A nosso entendimento, o ponto de chegada desejável do “delegado sindical” é o de se construir e se tornar um intelectual orgânico na acepção de Gramsci. Assim entendida a figura do delegado sindical, podemos afirmar ser sua atuação o maior sustentáculo do trabalho de formação política e mobilização do trabalhador em torno do sindicato e, por via de consequência, do fortalecimento do movimento trabalhista.
Na experiência do nosso sindicato, a política de delegação sindical, adotada ainda no tempo da associação de professores, foi, sem nenhuma dúvida, o que possibilitou seu crescimento e sua consolidação. Por ser eleito em cada escola e repartição das redes pública e privada por seus companheiros de trabalho, o delegado sindical representava uma liderança natural, na qual os trabalhadores depositavam total confiança. A ele, o delegado, cabia a tarefa de manter as bases atualizadas, divulgar informações e atividades do sindicato aos companheiros, repassar material e conhecimentos para sua formação política e cultural, contribuir para a mobilização nas lutas sindicais etc. Essa prática política garantiu, por vários anos, as comprovadas coragem e disposição para a luta de nossa categoria.
Contudo, as últimas diretorias do Sinpro/df, sob o argumento de que em tempos de modernidade e de informação eletrônica, este instituto ficou obsoleto e inútil, optaram por uma política de representação e, gradativamente, foram desprestigiando o “delegado sindical” até a sua completa extinção. Como em outros casos, essa decisão foi seguida por outros tantos sindicatos do Distrito Federal e do Brasil.
As últimas direções do Sinpro-df, todas elas, inventaram e implementaram uma estratégia de comunicação que nega os princípios e os pressupostos essenciais do processo de comunicação social e institucional. Componentes deste processo como presença, empatia, reciprocidade, continuidade, intensidade e multiplicidade de canais são solenemente renunciados no escopo do aparato de comunicação de nosso sindicato e de outras tantas instituições representativas de trabalhadores Brasil afora.
Por um longo tempo, as direções do Sinpro/df utilizaram a eficiente estratégia de visitar todas as escolas para apoiar e estimular o espírito de luta e de resistência dos trabalhadores contra as condições adversas impostas pelos patrões. Isso servia também para demonstrar o compromisso da instituição com a defesa e proteção de seus filiados. Hoje, não só os diretores do Sinpro-df, mas a maioria dos dirigentes sindicais, só vão ao local de trabalho em casos eventuais e específicos.
A renúncia de estratégias como a de manter a presença física sistemática de suas lideranças e de seus representantes no local de trabalho, no velho e bom jargão trabalhista, “no chão de fábrica”, das direções sindicais, trouxe consequências gravíssimas para o crescimento do sindicalismo. Ao isolar-se de suas bases, nesse aspecto o Simpro/df radicalizou a medida criando um fosso abissal entre representação e representados, o movimento sindical de Brasília favoreceu amplamente o crescimento das tentativas de patrões e trabalhadores da direita conservadora de sepultar esta forma de organização. Tanto isto é verdade que a maioria dos trabalhadores em educação, sindicalizados ou não, desconhecem seus diretores.
É difícil entender o porquê de tal prática, se ela é intencional ou não. Contudo, não há dúvida quanto a seus efeitos deletérios para o movimento, com seus resultados concorrendo diretamente para o desmonte da estrutura de comunicação do sindicalismo nacional.
Ainda no campo da comunicação social e do relacionamento institucional, o Sinpro-DF nos fornece, outra vez, exemplos elucidantes do processo de alheamento dos dirigentes com a base. Ao longo das duas últimas décadas, as diretorias do sindicato, sem apresentar nenhuma justificativa a seus associados, abandonaram a prática vital de promover sistematicamente atividades sindicais como reuniões políticas, assembleias de associados, eventos socioculturais, atividades de formação política, seminários etc.
Entendemos que aos olhos do leitor desavisado, nossas denúncias podem ganhar contornos de pura politiquice, por isto avisamos que não somos candidatos a nada, mas achamos impossível não mencionar o casuísmo de seguidas diretorias de nosso sindicato em se tratando de relacionamento e comunicação com a base. A rigor, os diretores só se lembram dos trabalhadores em época bem específica, – o tempo de eleição de uma “nova diretoria” –, se é que o adjetivo pode ser usado nos pleitos eletivos dos sindicatos país afora, tal o continuísmo. Neste aspecto temos que perguntar: Existe alguma diferença entre os dirigentes sindicais “progressistas” e os políticos que a sociedade brasileira está a abominar? Aliás, se tem uma coisa que sempre marcou, negativamente, a história do Sinpro-df e do sindicalismo brasileiro, esta é a enorme dificuldade de alternância no poder e, sabemos todos que o principal arrimo da democracia é a sua alternância.
Quando falamos do alheamento dos dirigentes de sua base, talvez o mais correto seria falar em ruptura, estamos considerando além do afastamento físico, também a negação das interações possíveis via canais de comunicação.
O Simpro-df, como outros sindicatos e associações de Brasília, já tiveram um aparato de comunicação social bastante satisfatório. Havia o tradicional e longevo jornal Quadro Negro impresso regularmente ao lado do Jornal Folha do Professor. Tivemos, também a impressão regular de revistas, edições especiais de boletins informativos, programa semanal em televisão comercial de grande audiência e, quando necessário, havia trabalho informativo por meio de carro de som em todas as regiões administrativas.
Ao longo dos anos, esse complexo foi sendo desmontado e substituído por “nada”, ou melhor, foi trocado por um site medíocre com audiência insignificante, inadequado à promoção de diálogo e a interação entre a instituição e a sociedade. O periódico Folha do Professor sempre foi ruim e hoje é pouco mais que um panfleto. Agora, nesses tempos de modernidade, todo o processo de comunicação é virtual e on line.
Projetos como criação de canais de comunicação próprios e independentes como emissora de rádio, canais de televisão e de Internet, jornais impressos e eletrônicos e revistas informativas para manter a categoria informada e contribuir para sua formação sociopolítica e cultural, divulgar as nossas lutas, defender nossos interesses e confrontar o discurso falacioso da mídia burguesa tendenciosa é, para as direções, a mais pura utopia.
Para não dizer que o artigo se reduz a criticar a atuação dos dirigentes do Sinpro-df e das lideranças sindicais brasileiras do campo progressista, analisemos seu comportamento político.
O primeiro fenômeno a se destacar é o emprego da centralização como estratégia para apropriação da instituição e perpetuação no poder. Num certo momento, a grande maioria dos grupos políticos de esquerda e centro do Distrito Federal, lideranças e dirigentes de sindicatos e associações classistas, descobriu uma estratégia quase que infalível para sequestrar para si o poder e tornar-se uma espécie de dono delas. Qualquer observador mais atento à atuação delas percebe que foram capazes de transformar essas instituições em verdadeiros feudos aparelhados para atender seus interesses pessoais e os de alguns grupos políticos. Como não poderia ser diferente, esse estado de coisas, se não foi a única, mas foi certamente a mais decisiva concorrente para o enfraquecimento do movimento sindical.
Um outro aspecto importante desta questão foi e é o gosto pela perpetuação no poder de nossos dirigentes. Um fato que corrobora nossa afirmação é a enorme e histórica dificuldade que têm, não só as lideranças sindicais, mas também as de outras instituições representativas de trabalhadores para o exercício do maior bastião da democracia, a alternância do poder. Nisto, elas são iguaizinhas às da direita que tanto criticam. No Sinpro-DF, por exemplo, a duração do mandato de certos dirigentes, os mais influentes, política e administrativamente, parece ser vitalícia, e se formos contar a alternância entre grupos políticos a situação fica ainda mais grave, podendo se afirmar que em seus quase cinquenta anos de história, o sindicato foi dirigido por apenas dois ou três grupos políticos diferentes. O resultado disto não poderia ser outro que não a enorme perda de credibilidade, a queda de adesão e a perigosa deserção da militância.
Ao final de tudo, esta política de centralização do poder comum no sindicalismo brasileiro, tem servido para o enfraquecimento das lutas trabalhistas e contribuindo enormemente para o agravamento das condições precárias a que somos submetidos.
Como já demonstramos, os dirigentes do sindicato dos professores do Distrito Federal, que têm o dever de defender a democracia, agem como verdadeiros autocratas que ignoram solenemente a obrigação de prestar contas e consultar seus filiados. Por exemplo: As esporádicas assembleias só são convocadas para legitimar decisões já tomadas para se realizar uma greve ou uma manifestação pública, porque a lei trabalhista e o estatuto exigem a aprovação da categoria. Pouquíssimos sindicalizados sabem como vão as contas do sindicato. Quem sabe quais são os acordos políticos institucionais, os negócios comerciais e os convênios mercadológicos do Sinpro-df?
O que justifica o esforço de uma categoria profissional em manter um sindicato, à luz de qualquer doutrina sindicalista, sua missão primeira não é outra se não a de defender os direitos trabalhistas de seus filiados, liderar as lutas da categoria que representa e promover a educação política e cultural dos trabalhadores. Contudo, ao avaliarmos a ação sindical do Simpro-df, diga-se de passagem, de boa parte dos sindicatos do Brasil, já que existe uma outra parte que nada faz, chegaremos à conclusão de que suas diretorias abdicaram de suas missões essenciais e estão tentando justificar sua importância com ações de assistência social, muitas quase filantropas.
Olhando para nossa recente história, mais objetivamente para a época da ditadura de 64, encontramos um fato que ilustra muito bem o atual fenômeno do desvio de missão dos sindicatos de trabalhadores. Naquele período, os intelectuais da ditadura forneciam aos militares uma excelente estratégia para evitar que os trabalhadores se organizassem politicamente em sua luta contra a opressão e o autoritarismo. O Estado passou a estimular tanto politicamente quanto economicamente a criação de associações assistenciais e a dificultar a criação de sindicatos, visto que a primeira cumpria perfeitamente o papel de negar o trabalho de conscientização e de formação política de seus associados. Nesta perspectiva, causa espanto a semelhança das estratégias de mobilização utilizadas por nossas lideranças sindicais atuais. O Sinpro-df caminha, e a passos largos, para se transmutar em uma instituição de assistência social. Vejamos o esforço de seus diretores para estabelecer convênios com empresas prestadoras de serviços e comerciais de todos os ramos. À luz de uma análise teórica, o programa de formação de lideranças dirigido aos aposentados é uma forma de fornecimento de uma atividade turística com recursos da instituição. Por que só temos o baile dos aposentados? Hoje, no Sinpro-df, a Diretoria dos Aposentados, e quem escreve isto são dois aposentados, cresceu tanto que é o sindicato que se confunde com ela, não o contrário.
Aqui estamos citando como exemplos os desvios que estão ocorrendo no Sinpro-df, mas infelizmente eles estão virando a regra geral, pois esta deformação acomete a enorme maioria dos nossos sindicatos.
Uma última fala ao leitor. É com muita pena que trazemos esta questão a público, pois para um sindicato que com menos de seis meses de vida sofreu uma covarde e brutal intervenção, perpetrada pelos sabujos da ditadura militar, um sindicato que já foi um dos parâmetros para o movimento dos trabalhadores do Brasil, esta situação não é somente lastimosa, mas é absolutamente vergonhosa. Não há dúvida de que o movimento sindical, não só do Brasil, mas do resto do mundo está vivendo uma das crises mais agudas de sua história.
Todas as organizações representativas dos
trabalhadores vêm sofrendo perseguições e sucessivas derrotas impostas pelo
crescimento do liberalismo fascista e corrupto que graça pelo mundo. Mas, como
diz Caetano Veloso: Viver não é preciso, lutar é preciso, e isto nos dá a
certeza de que haverá – o dia e a hora – em que a força e os brios dos trabalhadores
em educação do Distrito Federal nos permitirão retomar o controle absoluto de nosso
sindicato para conduzi-lo de volta à sua tradição de luta. Outros caminhos
existem, diferentes na verdade, mais tão eficientes ou até mais poderosos que o
recurso único e já debilitado movimento grevista dos dias atuais.
Taguatinga, DF/Salvador, BA, 26 de fevereiro de 2026
Omar dos Santos e Nonato de Menezes

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