Manifesto em defesa do Banco de Brasília – BRB
Nós, trabalhadores e empresários do Distrito Federal e Entorno, profundamente preocupados com a situação calamitosa em que o incompetente e improbo Governo do Distrito Federal – GDF, por deliberada e inescrupulosa ação colocou o Banco de Brasília S. A. – BRB, manifestamos pela defesa e recuperação da instituição, cuja existência se reveste de vital importância para a economia popular, o empreendedorismo, a estabilidade econômica do DF e a confiança do Sistema Financeiro Nacional.
Assim, sustentados nos princípios
constitucionais da Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e
Eficiência, que regem a administração pública, apresentamos os seguintes
argumentos neste manifesto.
Como banco oficial do GDF e seu
controlador majoritário, possuindo 56,48% das ações ordinárias (com
direito a voto) e 53,71% do capital total, governo que detém também o
controle do Instituto de Previdência dos Servidores do DF – IPREV-DF, que por
sua vez detém 18,73% das ações ordinárias e 12,33% do capital total
do BRB, restando a outros acionistas apenas 6,92% do total de ações, não há
dúvida alguma de que a responsabilidade pela governança do banco é de inteira
responsabilidade do governo, e prioritariamente do governador.
Fundado em 1964, com o objetivo
principal de fomentar o desenvolvimento socioeconômico do Distrito Federal – DF
e região do entorno, o BRB encontrou forças para sustentar seu grande
desenvolvimento no apoio quase unanime de trabalhadores, empresários e
investidores desta região. Para comprovar a importância e o alcance deste
vínculo, basta citar o Art. 144 da Lei Orgânica do Distrito Federal – LODF, que
estabelece o BRB como agente financeiro do tesouro do DF, condição que o torna
o principal instrumento de fomento, implementação de políticas públicas e do
desenvolvimento econômico, social e ambiental da região.
Instituída pela LODF, fica
consagrada a obrigatoriedade de que o pagamento de remunerações dos servidores
da administração direta, autarquias, fundações e empresas públicas seja
realizado exclusivamente pelo BRB, como fica também garantido que o desconto de
consignações em folha de pagamento, mesmo para servidores que utilizem a
portabilidade para outros bancos, seja realizado nas mesmas condições
estabelecidas pelo BRB. Por se tratar de assunto de subsistência dos trabalhadores
e de sobrevivência das empresas, a responsabilidade e eficiência administrativa
do banco adquire importância crucial para toda a sociedade. Tão importante
quanto a forma de administração da folha de pagamentos feita pelo BRB é a
administração de seus recursos depositados no IPREV-DF.
Considerando que a regulamentação
bancária do Brasil estabelece que os acionistas de uma empresa respondem, de
forma solidária, por suas dívidas, podendo inclusive ser instados a quitar o
total delas, temos que considerar que como acionista do BRB que é, existe
grande possibilidade de o IPREV-DF ser acionado judicialmente a fazer a
quitação de débitos do banco. Caso isto acorra como ficará a vida dos
servidores e pensionistas do GDF?
Outra questão que aumenta em
muito as preocupações da população do DF e entorno se refere à contumaz prática
de desvios de conduta que marca a governança do BRB. O atual escândalo que cerca
a instituição não é primária, mas histórica. Apesar da crucial importância dos
objetivos da mesma para seus usuários, a atuação da maioria dos governos do DF
tem causado grandes frustrações a eles. As exceções existem, mas são muito
poucas, pois quando se consulta a história do banco, vemos que ela se
caracterizara, predominantemente, por gestões temerárias, operações
fraudulentas, peculatos, tráfico de influência etc.
Diante da gravidade da situação
acima exposta, estamos aderindo aos que lutam para resgatar o BRB e propomos as
seguintes medidas para saneá-lo estabilizá-lo e o tornar mais forte:
1) Criação de um conselho popular formado por membros do poder legislativo distrital, representantes de sindicatos de trabalhadores e de empresários do DF e de federações classistas.
2) Investigação rigorosa de todos os governantes e dirigentes, anteriores e atuais, envolvidos nos seguidos processos de fraudes contra a instituição.
3) Impetração urgente das medidas cautelares necessárias junto à justiça regional e federal, para exigir a penhora de todos os bens e ativos dos responsáveis pelos prejuízos e desfalques, anteriores e atuais, causados ao banco.
Assinamos, portanto, este
manifesto em defesa do Banco de Brasília S.A. e convocamos a todos para se
unirem a essa causa. Somente com ações conjuntas e responsáveis poderemos
preservar o nosso BRB para a sociedade brasiliense e as futuras gerações.
Signatários:
Raimundo Nonato Neves de Menezes, CPF:
143.492.051-87
José Antônio de Oliveira, CPF:
023.724.361-04
Omar dos Santos, CPF: 131 077 946
72
Juraci Rossi, CPF: 112 849 431 00
Zenaide Rossi, CPF: 098 654 701 87
Marília Vieira Marques, CPF: 364 954 091 68
Maria do Socorro Ferreira da Paixão, CPF: 471 422 431 04
Opa Opa !!! Onde está a Comissão da População? Trabalhadores lesados ? Como será eleita essa comissão e que dia vão pras ruas exigirem do Poder Público a resposta urgente? Brasília precisa parar e consertar esse roubo descarado. Prisão preventiva da Administração envolvida, confisco de tudo e tds envolvidos com o Banco Master . Vão deixar isso barato ? Hora de buscar a fortuna pública seja onde ela estiver...repudios e notas não resulta em nada ! Paralisação de Brasília é exigência do presidente da República, do STF e do Papa urgência nesse escândalo que compromete o andamento de Brasília .
ResponderExcluirE confisquem a Igrsja da Ladroinha também...A vida de nababo das família é pastores é grana de vcs trabalhadores... A luxúria dos Valadrões é dinheiro dos trabalhadores brasilienses
ResponderExcluirA ideia do Manifesto é tentar provocar a discussão. Tudo o mais poderá vir em decorrência. A não ser que sejam todos ANÔNIMOS.
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