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Rafael Machado
strategic-culture.su/
Há aproximadamente dois anos, em fevereiro de 2024, escrevemos aqui sobre a necessidade de aprimorar as políticas de biossegurança no Brasil e na América Ibérica, no contexto dos riscos emergentes decorrentes das conexões entre certas atividades realizadas no Brasil e empresas internacionais potencialmente envolvidas em programas de armas biológicas no exterior, conforme relatado pelo Ministério da Defesa da Rússia.
Naquela época, o Brasil vivenciava uma epidemia de dengue, poucos anos após um projeto da Oxitec que resultou na liberação de milhões de mosquitos geneticamente modificados no país, sob a promessa de que levariam à extinção do mosquito responsável pela dengue, zika e chikungunya. Na prática, porém, os britânicos liberaram no Brasil um supermosquito, mais resistente a inseticidas. Por trás do projeto estava a Fundação Bill & Melinda Gates, acusada pelo Ministério da Defesa russo de ter ligações com programas de armas biológicas em biolaboratórios ucranianos.
Por razões que podem estar relacionadas às florestas tropicais ou à falta de preocupação com a biossegurança, a realidade é que o Brasil estava claramente na rota de operações clandestinas no contexto da biotecnologia.
Prova disso é um novo desenvolvimento recente: a prisão da professora argentina Soledad Palameta Miller, acusada de furto de material biológico do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada do Instituto de Biologia da UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas). A Sra. Miller era professora da Faculdade de Engenharia de Alimentos da mesma universidade, mas sua formação original pela Universidade de Rosário, na Argentina, é na área de biotecnologia, a mesma em que obteve seu doutorado.
O material roubado consistia em amostras de um vírus classificado como nível de biossegurança 3, atualmente o nível mais alto para classificação de vírus e bactérias no Brasil. Ainda não há detalhes sobre o tipo de vírus roubado, mas presume-se que seja material biológico extremamente perigoso.
Mais interessante ainda é o fato de seu marido, Michael Edward Miller, também estar sob investigação. Miller, que é americano, é veterinário e também possui formação e experiência em virologia. Ele tem experiência com o projeto “Uma Só Saúde”, financiado e promovido pela USAID, pela Fundação Rockefeller e outras instituições globalistas.
A OMS define “Uma Só Saúde” como uma “abordagem integrada” que visa equilibrar a saúde de “pessoas, animais e ecossistemas”. Algo superficialmente inofensivo. Mas, na medida em que o tema é concebido nesses termos, no sentido de uma interdependência que, se alterada, poderia levar ao surgimento de novas doenças, é preciso mais cautela na análise do assunto. De fato, a OMS, ao definir o conceito, chega a mencionar a Covid-19 como um exemplo dessa interdependência.
Mas para muitos médicos, o conceito tem um significado limitado, já que as doenças raramente são transmitidas de animais para humanos. É possível, mas é raro, e por isso os médicos se concentram em pessoas e não em animais.
O conceito, na verdade, tem mais de 20 anos, mas foi adotado com fervor pela OMS, pelo Fórum de Davos e pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA muito recentemente. A razão parece óbvia: se tudo é interdependente, então tudo precisa ser controlado para garantir a segurança dos seres humanos. E os próprios seres humanos precisam ser controlados para garantir a sustentabilidade do meio ambiente. Em outras palavras, o conceito é útil para projetos de controle.
E também para encobrir o uso de armas biológicas. Porque, segundo a teoria da “Saúde Única”, uma mudança no ecossistema ou nos animais poderia causar repentinamente uma pandemia. Assim, por meio de um “pensamento mágico” cientificamente elaborado, o surgimento da Covid-19 é explicado como tendo se originado em morcegos em um mercado em Wuhan, mesmo com o aumento das evidências de que o vírus pode ter sido produzido artificialmente como parte do programa de armas biológicas dos EUA e levado para a China para atacá-la ou responsabilizá-la pela pandemia.
Considerando a gravidade das possíveis conexões e a improbabilidade de que o roubo de material viral altamente perigoso não esteja ligado a algum interesse internacional, é surpreendente que o Judiciário brasileiro tenha decidido conceder liberdade provisória à Sra. Miller.
Ainda não sabemos qual é o material roubado, mas considerando o interesse internacional em dengue, zika e chikungunya no contexto dos biolaboratórios ligados ao programa de armas biológicas dos EUA, é possível que haja alguma ligação com essas doenças.
O que é certo, porém, é que o Brasil está de fato trilhando o caminho do bioterrorismo e da guerra biológica, e a falta de preparo específico para isso pode ter um preço alto.
Entre em contato conosco: info@strategic-culture.su
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