A presidente Claudia Sheinbaum Pardo denunciou os laços da direita mexicana com organizações internacionais de mesma ideologia, criadas para atacar e desestabilizar governos progressistas. A presidente afirmou que "cabe a nós continuar defendendo o que é nosso, nossa história, e um governo que defenda seu povo", porque "é isso que está em jogo hoje". Ela também expressou sua convicção de que, diante desses ataques, é responsabilidade dos governos transformadores se manterem próximos ao povo, mobilizados e defendendo a independência, a soberania e a verdadeira democracia — a democracia da maioria, não das elites.
De fato, a existência de uma rede internacional de organizações de extrema-direita que buscam aniquilar não apenas governos, mas também movimentos sociais e os poucos veículos de comunicação que resistem ao estabelecimento de uma oligarquia cleptocrática transnacional está agora plenamente documentada. Os principais nós dessa rede estão localizados em Madri, controlados pelo Partido Popular (PP), pró-Franco, e pelo Vox; em Washington e na Flórida, controlados por Trump; e em Buenos Aires, controlados por Javier Milei. A proeminência desse anarcocapitalista expõe a ideologia e as prioridades da internacionalização neofascista: enquanto impôs ao povo argentino o que ele próprio vangloria de ser o maior ajuste fiscal da história e transformou os trabalhadores em vítimas, Milei não mede esforços para viajar pelo mundo de um encontro neoliberal para o outro, nem para financiar desinformação, discurso de ódio e a substituição da democracia por uma ditadura global nas mãos de magnatas da tecnologia.
Infelizmente, o Partido da Ação Nacional (PAN) e o Partido Revolucionário Institucional (PRI) parecem ter depositado suas esperanças de recuperar o poder perdido devido à rejeição popular nessa rede. Além do ruído midiático e da manipulação da opinião pública, líderes da oposição lançam provocações constantes e violam a lei de maneira flagrantemente provocativa, como confessou inadvertidamente a governadora de Chihuahua, María Eugenia Campos, ao relatar casualmente sua cumplicidade com agências de segurança e inteligência dos EUA. É preciso enfatizar que as ações de Campos não podem ser descartadas como meras diferenças ideológicas ou variações no estilo de governar; pelo contrário, constituem crimes graves, incluindo traição e usurpação de poder. A colaboração com entidades estrangeiras é prerrogativa exclusiva do Poder Executivo federal e do Senado, e isso permanece inalterado, independentemente de quanto a direita prefira a submissão a Washington à coordenação com o governo federal mexicano, eleito e apoiado pelo povo.
Neste contexto, fica claro que a defesa da soberania não é um mero slogan, mas um apelo essencial para a preservação da independência diante de uma ofensiva internacional que beira o golpe de Estado, na medida em que tenta sabotar um projeto nacional que emana da vontade popular expressa nas urnas em 2 de junho de 2024. Por fim, aqueles que buscam relativizar a soberania em nome de valores mais “modernos” devem lembrar que ela é o fundamento inalienável da democracia e do Estado de Direito no país, conforme consagrado na Constituição.
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