Grande golpe para Israel: pesquisa global revela rejeição generalizada em 36 países.



Por Equipe do Palestine Chronicle 
palestinechronicle.com/

Uma importante pesquisa internacional revela que Israel enfrenta ampla desaprovação global, enquanto a confiança em Benjamin Netanyahu continua a despencar.

Principais conclusões

  • Segundo uma nova e importante pesquisa do Pew Research Center, uma média de 67% das pessoas em 36 países têm uma visão desfavorável de Israel.
  • Na maioria dos países pesquisados, a maioria das pessoas expressa pouca ou nenhuma confiança no primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
  • Os resultados reforçam uma mudança mais ampla na opinião pública, inclusive nos Estados Unidos, onde a simpatia pelos palestinos está aumentando.

Golpe Grave

Uma nova e abrangente pesquisa internacional realizada pelo Pew Research Center constatou que Israel enfrenta uma opinião pública extremamente negativa em grande parte do mundo, com a maioria da população nos países pesquisados ​​expressando visões desfavoráveis ​​sobre o país e pouca confiança no primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

A pesquisa, realizada entre fevereiro e maio de 2026 em 36 países, pinta um dos quadros mais sombrios até agora da posição internacional de Israel, à medida que sua guerra genocida contra Gaza continua a remodelar as percepções globais.

A maior parte das pesquisas de opinião ocorreu depois que os Estados Unidos e Israel lançaram uma campanha militar contra o Irã em 28 de fevereiro.

Segundo o Pew Research Center, em média, 67% dos entrevistados em todos os países pesquisados ​​expressaram uma opinião desfavorável sobre Israel, enquanto apenas 25% relataram opiniões favoráveis.

As percepções negativas foram particularmente acentuadas em todo o mundo muçulmano, incluindo Bangladesh, Indonésia, Malásia, Paquistão e Turquia.

No entanto, a pesquisa também constatou uma ampla oposição na Europa, evidenciando a extensão em que as críticas a Israel se expandiram para além das regiões tradicionalmente simpáticas ao país.

Europa entre as mais críticas

Uma das conclusões mais surpreendentes da pesquisa foi a intensidade do sentimento negativo registrado em toda a Europa.

O Pew Research Center constatou que todos os países europeus pesquisados ​​registraram avaliações relativamente negativas de Israel.

Na Itália, Espanha e Holanda, cerca de metade ou mais dos entrevistados disseram ter uma visão "muito desfavorável" do país.

Os resultados sugerem que a insatisfação pública com as políticas israelenses não está mais restrita a círculos ativistas ou a grupos políticos específicos, mas se tornou profundamente enraizada em amplos segmentos da sociedade europeia.

A Pew também relatou que as opiniões desfavoráveis ​​sobre Israel aumentaram desde 2025 em 13 dos 24 países onde havia dados de tendência disponíveis.

Na Argentina, por exemplo, as opiniões negativas subiram de 46% no ano passado para uma maioria de 55% atualmente.

Aumentos significativos também foram registrados na Austrália, Itália, Nigéria, Polônia e Reino Unido.

Essa tendência aponta não apenas para críticas persistentes a Israel, mas também para uma deterioração contínua da imagem global do país.


A juventude impulsiona a mudança.

A pesquisa revelou divisões geracionais significativas, particularmente na América do Norte e na Europa.

Os adultos mais jovens expressaram consistentemente opiniões mais negativas sobre Israel do que as gerações mais velhas.

Na Hungria, por exemplo, 72% dos entrevistados com idades entre 18 e 34 anos tinham uma visão desfavorável de Israel, em comparação com 45% daqueles com 50 anos ou mais. Padrões semelhantes surgiram em diversos países ocidentais.

A ideologia política também desempenhou um papel importante.

Em diversos países, os entrevistados que se identificavam com a esquerda política eram significativamente mais propensos do que aqueles à direita a ter opiniões desfavoráveis ​​sobre Israel.

A divisão ideológica foi particularmente acentuada nos Estados Unidos, onde 83% dos liberais relataram ter opiniões desfavoráveis ​​sobre Israel, em comparação com 37% dos conservadores.

Grandes lacunas também foram registradas na Austrália, Grécia, Espanha, Canadá, Suécia, França, Itália, Alemanha e Holanda.


Netanyahu não tem credibilidade

A pesquisa encontrou resultados igualmente desanimadores para Netanyahu.

Na maioria dos países pesquisados, a maioria das pessoas relatou ter pouca ou nenhuma confiança na capacidade do líder israelense de lidar com os assuntos mundiais. Em muitos países, a rejeição total foi particularmente acentuada.

Mais da metade dos entrevistados em países como Itália, Alemanha, França, Espanha, Suécia, Canadá, Austrália, Malásia, Paquistão e Turquia disseram não ter nenhuma confiança em Netanyahu.

A Pew também descobriu que a confiança em Netanyahu diminuiu ainda mais desde 2025 em 13 países onde existem dados comparáveis.

Na Itália, a parcela de entrevistados que expressaram nenhuma confiança em Netanyahu aumentou drasticamente de 45% em 2025 para 62% este ano. Quedas semelhantes foram registradas em toda a Europa, América do Norte, Ásia e África.

A mudança chega aos EUA

Os resultados da pesquisa do Pew surgem em meio a crescentes evidências de uma transformação mais ampla na opinião pública, inclusive dentro do aliado internacional mais importante de Israel.

No início deste ano, a Gallup informou que os americanos já não simpatizam mais com os israelenses do que com os palestinos, marcando a primeira vez, desde que a organização de pesquisas começou a fazer essa pergunta em 2001, que Israel deixou de ter uma vantagem clara.

Segundo a Gallup, 41% dos americanos agora dizem simpatizar mais com os palestinos, em comparação com 36% que simpatizam mais com os israelenses. Apenas um ano antes, os israelenses tinham uma vantagem de treze pontos percentuais.

A Gallup também constatou níveis recordes de aprovação em relação à Palestina e apoio quase recorde ao estabelecimento de um Estado palestino independente, particularmente entre os americanos mais jovens, democratas e independentes políticos.

(Centro de Pesquisa Pew, Gallup, PC)


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