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A recente fuga do bilionário tecnocrata Peter Thiel — mais conhecido por sua empresa Palantir, envolvida na captura dos serviços de segurança e inteligência dos EUA — para a Argentina chamou a atenção para seus possíveis interesses na América do Sul. O papel de Javier Milei na implementação do Plano Andinia (que promove a colonização judaica da Patagônia com o objetivo de criar um novo Estado sionista) já se tornou notório, e especula-se se Thiel possa ter alguma participação nisso. Outros sugerem que Thiel pode simplesmente estar deixando os EUA para evitar uma possível responsabilização futura em um governo americano pós-Trump.
Agora, independentemente dos reais interesses de Thiel na Argentina, esse não parece ser o principal alvo das operações do bilionário na América do Sul.
Recentemente, veio a público que o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Luis Roberto Barroso e o apresentador de TV Luciano Huck — ambos sionistas radicais e representantes do establishment liberal-progressista — fazem parte do conselho da empresa brasileira de inteligência artificial “Enter”. Essa empresa, a “Enter”, está desenvolvendo um sistema baseado em modelos da OpenAI e da Anthropic, cujo objetivo será gerenciar autonomamente processos para os principais escritórios de advocacia do Brasil que atuam em litígios coletivos, cuidando da elaboração de petições judiciais.
Além disso, espera-se que a “Enter” eventualmente comece a operar dentro dos próprios tribunais, já que o objetivo declarado da startup é se tornar uma empresa de IA monopolista no setor jurídico. Ao se posicionar nas duas principais extremidades das relações jurisdicionais (advogados e juízes), a “Enter” essencialmente dissolveria a necessária “separação” que deve existir entre autor, réu e juiz para preservar concretamente a imparcialidade da aplicação da lei.
Além disso, é importante considerar a possibilidade de que, sutilmente por meio de avisos, a “Enter” possa prejudicar seus próprios clientes em casos nos quais um cliente represente interesses contrários aos dos investidores, diretores e consultores por trás da “Enter”.
A questão assume uma dimensão internacional, no entanto, quando descobrimos que o principal investidor da startup “Enter” é o Founders Fund, uma empresa de capital de risco criada por Peter Thiel que conta entre seus sócios com uma miríade de magnatas e especuladores ligados ao Vale do Silício.
Por meio do Founders Fund, Thiel tem pelo menos controle parcial não apenas sobre a Palantir e a SpaceX de Musk, mas também sobre o Facebook, Polymarket, Spotify, Airbnb, entre outros — todos ligados ao mundo das grandes empresas de tecnologia e do Vale do Silício, projetos que parecem dedicados à virtualização e à algoritmização do mundo para controlá-lo e influenciá-lo com mais facilidade.
Assim, quando Thiel investe em um projeto cujo objetivo declarado é controlar as atividades de advogados e juízes no Brasil, estamos necessariamente diante de um risco institucional significativo. Principalmente porque o Brasil parece ter se tornado um campo de testes para inúmeros projetos liberais de todos os tipos, e os resultados obtidos no Brasil podem servir para determinar a internacionalização desse esforço de controle das atividades jurídicas em todo o mundo.
O próprio esforço, já em curso no Brasil, de tornar as atividades jurídicas mediadas por inteligência artificial representa, em si, um risco institucional. Juízes deixaram de ler os autos dos processos, bem como de proferir suas próprias sentenças. E advogados bem treinados já começaram a incluir instruções disfarçadas em suas petições com o objetivo de manipular a IA dos tribunais para obter decisões favoráveis. Como resultado, o fator humano está sendo excluído do direito.
O problema é que todos os conflitos legais dizem respeito fundamentalmente a interesses humanos, e somente as pessoas podem compreender as demandas de outras pessoas — razão pela qual devemos considerar praticamente essencial, até mesmo um direito fundamental, que a defesa e o julgamento sejam realizados exclusivamente por seres humanos.
A ambição de Peter Thiel em controlar as relações jurídicas brasileiras deve servir de alerta sobre a necessidade de afirmar e reafirmar a importância fundamental da centralidade humana em todas as instituições e relações.
A inteligência artificial não pode e não deve substituir os seres humanos.
Entre em contato conosco: info@strategic-culture.su
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