Estamos vencendo… e vamos vencer.

 Por Jair de Souza | 15/10/2026 | Brasil

Fontes: Rebelião [Imagem: Marcha em favor de Lula na Avenida Paulista em São Paulo em 11 de outubro de 2026. Créditos: Midia Ninja]

https://rebelion.org/estamos-venciendo-y-vamos-a-vencer/

Neste artigo, o autor reflete sobre o poder do movimento popular para reverter o resultado eleitoral de 4 de outubro de 2026.


A gigantesca manifestação em apoio à candidatura de Lula que ocorreu ontem (11/09/26) na Avenida Paulista, em São Paulo, assim como as muitas outras manifestações de grande porte que aconteceram em todo o país, são um claro indício de que estamos superando o enorme desafio que enfrentamos.

Como atestam dados irrefutáveis, a presença popular deixou claro que as ruas do Brasil pertencem ao povo brasileiro, e não aos traidores da pátria alinhados ao imperialismo por meio de seus representantes do Bolsonarismo.

No entanto, como a história recente nos ensinou, exercer a soberania nas ruas não basta, visto que o Bolsonarismo conta com a colaboração ativa de grandes corporações americanas proprietárias de plataformas digitais, que atuam decisivamente para bombardear a população com tudo o que possa ser favorável à campanha do candidato preferido pelos Estados Unidos, que nada mais é do que o Bolsonarismo; enquanto se esforçam para prejudicar o movimento popular.

Portanto, neste momento crucial do processo eleitoral, os verdadeiros patriotas compreenderam que também podem agir para derrotar o Bolsonaro nas redes digitais. Assim, partindo desse entendimento, jovens corajosos, familiarizados com o funcionamento dessas redes, entraram em ação e, por meio de seus esforços efetivos, estão ameaçando a hegemonia de agentes imperialistas em espaços que estes acreditavam ser seu domínio exclusivo.

Não é coincidência que os apoiadores de Bolsonaro tenham entrado em pânico. Com o objetivo de impedir, a todo custo, que as mensagens do movimento nacional-popular cheguem às massas por meio de plataformas online, o candidato dessa facção subserviente a Bolsonaro solicitou a intervenção dos ministros do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE), que atuam de acordo com sua posição política. As medidas tomadas por essas autoridades não deixam dúvidas quanto aos seus verdadeiros objetivos. A decisão de bloquear o canal de André Janones é apenas o exemplo mais flagrante.

Outro fator novo e de enorme importância é a chegada ao campo de batalha de quadros da nossa juventude. Como podemos ver ao rever os vídeos e fotos das manifestações massivas de ontem, são os rostos de jovens de ambos os sexos que se destacam entre as multidões presentes. A vibrante presença da juventude na vanguarda de quase todos esses eventos revela um quadro que contrasta fortemente com o que caracterizou os últimos anos das nossas lutas pelos direitos populares.

O que dissemos até agora garante nossa vitória? Logicamente, não! Mas, logicamente, sim! Qual o sentido de dar uma resposta tão ambígua e contraditória? Bem, a validade de afirmar que, mesmo que algo não garanta nossa vitória, temos certeza de que seremos vitoriosos, depende da nossa compreensão do significado do próprio termo.

É evidente que, se essa mobilização maciça do povo nas ruas, aliada ao recente avanço do movimento popular nas redes digitais, resultar na eleição de Lula em 25 de outubro, representará uma grande vitória para toda a nação contra a ameaça mais nefasta que enfrentamos nas últimas décadas. Contudo, se isso não acontecer, ainda assim devemos nos considerar vitoriosos, pois teremos sido derrotados em combate, não por passividade.

Aqueles que lutam incansavelmente por uma causa justa jamais devem se considerar derrotados, mesmo que não alcancem seu objetivo imediato, pois a simples decisão de lutar pelo que acreditamos ser certo já garante uma vitória ética. Contudo, se, conforme nossas expectativas e desejos, a vitória eleitoral de Lula se confirmar, nosso sucesso será mais amplo e abrangente, pois não deixará margem para outras interpretações. Portanto, sairemos vitoriosos dessa luta, seja qual for o resultado.

Traduzido do português para  Rebelião  pelo próprio autor.



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