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Crise Brasileira

sexta-feira, 6 de maio de 2016

PREDADORES DO BRASIL: EUA, o Império da mentira


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Washington lança o seu ataque contra BRICS, por Paul Craig Roberts
Enviado por Cleber // http://jornalggn.com.br/
Artigo de Paul Craig Roberts (para quem não conhece, conservador, escreve no Wall Street Journal e foi Secretário Assistente do Tesouro no governo Reagan)
Dr. Paul Craig Roberts
Tendo removido a presidente reformista da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, Washington agora se livra da presidente reformista do Brasil, Dilma Rousseff.

Washington usou um juiz federal para pedir a Argentina para sacrificar seu programa de reestruturação da dívida, a fim de pagar para os fundos abutre americanos o valor total de títulos argentinos que os fundos abutre tinham comprado por alguns tostões sobre o dólar.
Estes abutres foram chamados de “credores” que tinham feito “empréstimos”, independentemente do fato de que eles não eram credores e não tinha feito nenhum empréstimo. Eles eram oportunistas atrás de dinheiro fácil e foram usados por Washington para se livrar de um governo reformista.
O Presidente Kirchner resistiu e, por isso, ela teve que ir. Washington inventou uma história que Kirchner encobriu um suposto ataque a bomba iraniano em Buenos Aires em 1994. Esta fantasia implausível, para o qual não há nenhuma evidência de envolvimento iraniano, foi alimentado a um dos agentes de Washington no escritório do procurador do Estado, e um evento duvidoso de 22 anos atrás foi usado para tirar Cristina Kirchner do caminho do saque americano da Argentina.
No Brasil, Washington usou insinuações de corrupção para obter a cassação da presidente Dilma Rousseff pela Câmara. Evidências não são necessárias, apenas alegações. Não são muito diferentes de “armas nucleares iranianas”, “armas de destruição em massa”, de Saddam Hussein “uso de armas químicas,” de Assad ou, no caso de Dilma, meramente insinuações. O Secretário-Geral da Organização dos Estados Americanos, Luís Almagro, observa que Rousseff “não foi acusada de nada.” As elites apoiadas pelos americanos estão simplesmente usando o impeachment para remover um presidente que eles não podem derrotar eleitoralmente.
Em suma, este é o movimento de Washington contra os BRICS. Washington está se movendo para colocar no poder político um partido de direita que Washington controle, a fim de encerrar as crescentes relações do Brasil com a China e a Rússia.
A grande ironia é que o projeto de impeachment foi presidido pelo presidente corrupto da câmara inferior, Eduardo Cunha, que recentemente descobriu-se ter escondido milhões de dólares em contas bancárias suíças secretas (talvez o seu pay-off de Washington) e que mentiu sob juramento quando negou ter contas bancárias estrangeiras. Você pode ler a história sórdida aqui:
Kirchner e “crimes” de Dilma são os seus esforços para que os governos da Argentina e do Brasil representam a Argentina e os povos brasileiros, em vez das elites e Wall Street. Em Washington estes são crimes graves, e Washington usa as elites para controlar os países da América do Sul. Sempre que os latino-americanos elegem um governo que os representa, Washington derruba o governo ou assassina o presidente.
Washington está perto fazer a Venezuela voltar para o controle da elite espanhola aliado com Washington.
Os presidentes do Equador e da Bolívia também são alvos. Uma das razões pelas quais Washington não permitirá que seu cãozinho britânico honre o asilo do Equador concedido a Julian Assange, é que Washington espera ter seu próprio agente de volta como presidente do Equador, em que o asilo de Assange será revogada.
Washington sempre bloqueou reformas na América Latina. Povos latino-americanos continuarão a ser servos americanos até que eles elejam governos por uma tal maioria que os governos possam exilar as elites traidores, fechar as embaixadas dos EUA, e expulsar todas as empresas americanas. Cada país latino-americano que tem uma presença americana não tem outro futuro além da servidão.

Leia também:

O GOLPE, A SHERIFF DO IMPÉRIO E OS CAPACHOS BRASILEIROS


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Lavenère: “O cérebro e o cofre do golpe estão fora do País”


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“Impeachment tem o cofre e o cérebro fora do País”, acusa Marcello Lavenère

Por Marcello Antunes // http://www.ocafezinho.com/

O ex-presidente da OAB, Marcello Lavenère, que foi um dos advogados que assinou a denúncia com pedido do impeachment contra o ex-presidente Fernando Collor, afirmou nesta terça-feira (3) que o “cérebro” da armação do impedimento sem crime de responsabilidade da presidenta Dilma Rousseff está fora do País, não está na Fiesp ou atrás dela. Segundo ele, o impeachment não é contra um presidente, como foi no caso do Collor, mas sim contra a redução das desigualdades sociais, contra o aumento da renda a valorização do salário mínimo e todas as conquistas dos últimos treze anos – mas também contra a independência da política externa brasileira. Em sua apresentação na comissão especial que avalia o impeachment gestado por Eduardo Cunha na Câmara dos Deputados, Lavenère apontou as disparidades entre o que ocorreu com Collor, onde havia crime, e o que está acontecendo com Dilma, onde se tenta criar um crime para afastá-la.
“Ficou comprovado que o ex-presidente praticava improbidade, que recebia dinheiro em suas contas. Foi um presidente que ofendeu o decoro. Hoje, o impeachment não atinge a presidenta Dilma. O que está se tentando é acabar, aniquilar um projeto de futuro, o projeto de inclusão, um projeto que tornou nosso País mais soberano”, afirmou.
Marcello Lavenère disse que cresce a cada dia, dentro e fora do Brasil, o entendimento de que a construção do golpe, arquitetada pela oposição, com PSDB e DEM à frente, comandados por Eduardo Cunha, e pelo vice-presidente, Michel Temer, não conseguirá enganar o povo por muito tempo. Mesmo tendo apoio da mídia, ninguém consegue mostrar que Dilma cometeu crime de responsabilidade, pois o enredo de narrativa criado a partir da denúncia com base em mudanças de entendimento do TCU sobre decreto de crédito suplementar e do plano safra é insustentável.
“Não acredito que senadores e senadoras, consciente e sinceramente, digam que pedalada fiscal, plano safra e decreto de abertura de crédito constituam crimes do tipo que toda a doutrina internacional, americana, brasileira, estrangeira considera como os únicos crimes que podem causar um processo de impeachment”, afirmou.
Para o advogado, a posição que está sendo tomada no ponto extremo ao propor o afastamento da presidenta se parece muito com um médico que prescreve quimioterapia pesada para quem se apresenta com um corte nas mãos. “A dose pode matar o paciente. Tem efeitos colaterais terríveis que nenhum médico recomendaria uma quimioterapia pesada para quem não padecesse de nenhum mal exatamente da mesma natureza. Não há crime algum a justificar o afastamento da presidenta da República”, observou. Lavenère acrescentou que “os que perderam as eleições disseram ‘essa senhora não pode ser eleita; e, se for eleita, não pode tomar posse; e, se tomar posse, não pode governar’".
Segundo ele, o que está em curso é a morte política de um projeto de futuro. “É a morte política de um projeto que, pela primeira vez na história desse País, em 500 anos, se volta para os mais pobres, se volta para um projeto de inclusão, aplicada a pena de morte política não só à presidenta Dilma, não só a seus correligionários. Estão aplicando a pena de morte aos sonhos de um País”, salientou para, em seguida, arrematar: “as nuvens que pesam no horizonte são muito negras”.

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Filme revela como EUA deram o Golpe de 1964

Filme de Tavares ajuda a desacreditar Historialismo (ler em tempo) que atribui apenas a brasileiros a reação ao Governo trabalhista legitimamente eleito
publicado 15/03/2013 // http://www.conversaafiada.com.br/

Saiu no IG reportagem de Raphael Gomide:

Com arquivos e áudios da Casa Branca, filme revela apoio dos EUA ao golpe de 64


“O Dia que Durou 21 anos” revela conversas de Kennedy e Lyndon Johnson sobre o Brasil. Embaixador Lincoln Gordon coordenou com governo e CIA ações de desestabilização de Goulart e o envio de força-tarefa naval para ajudar conspiradores

O filme "O Dia que Durou 21 anos", de Camilo Tavares, revela como os Estados Unidos colaboraram para o golpe militar de 1964, que derrubou o presidente brasileiro João Goulart, com base em documentos sigilosos de arquivos norte-americanos e áudios originais da Casa Branca. O documentário, que será lançado dia 29, apresenta áudios de conversas dos presidentes John F. Kennedy e Lyndon Johnson com assessores sobre o Brasil e mostra como os vizinhos do norte apoiaram os conspiradores, com ações de desestabilização e até militares.

O embaixador dos Estados Unidos no Brasil no início dos anos 1960, o intelectual brasilianista de Harvard Lincoln Gordon, aparece como quase um vilão, com seus alarmantes telegramas para os presidentes John F. Kennedy e Lyndon Johnson, em que apontava o risco iminente de o Brasil seguir Cuba em direção ao comunismo. “Se o Brasil for perdido, não será outra Cuba, mas outra China, em nosso hemisfério ocidental.” No contexto da Guerra Fria da época, pouco após Cuba se tornar socialista, esse era o pior pesadelo dos americanos.

Em conversa com Kennedy, cujo áudio é reproduzido, Gordon avalia que o presidente brasileiro poderia ser um “ditador populista”, nos moldes do argentino Juan Perón. Em novembro de 1963, Lyndon Johnson afirma que não vai “permitir o estabelecimento de outro governo comunista no hemisfério ocidental”.

EUA bancaram ações de propaganda e desestabilização do governo Goulart 


O documentário mostra, então, as ações de propaganda dos EUA, coordenadas por Gordon, para desestabilizar o governo brasileiro. Cita a criação e o financiamento de supostos institutos de pesquisa anti-Goulart, como o IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática) e o IPES (Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais) para bancar “pesquisas” e campanhas de 250 candidatos a deputados, oito a governador e 600 a deputado estadual no País. Além disso, o estímulo de greves e artigos na imprensa contra o governo eram o “feijão com arroz” de “ações encobertas” da CIA (Agência Central de Inteligência) onde pretendia derrubar regimes, como explica o coordenador do Arquivo de Segurança Nacional dos EUA, Peter Kornbluh.

Em telegrama para Washington, Gordon admite: “Estamos tomando medidas complementares para fortalecer as forças de resistência contra Goulart. Ações sigilosas incluem manifestações de rua pró-democracia, para encorajar o sentimento anticomunismo no Congresso, nas Forças Armadas, imprensa e grupos da igreja e no mundo dos negócios.” Entrevistado, o assessor de Gordon na embaixada, Robert Bentley, não nega o financiamento americano, apenas sorri, cala e diz: “Isso era uma polêmica quando cheguei [ao Brasil].”

O filme reitera ainda a importância do adido militar da embaixada Vernon Walters, amigo de oficiais brasileiros desde a 2ª Guerra Mundial, como o general Castelo Branco, que viriam a ser fundamentais na derrubada de Goulart. Cabia a Walters identificar insatisfeitos entre militares. O oficial descreve Castelo Branco, então chefe do Estado-Maior do Exército, como “altamente competente, oficial respeitado, católico devotado e admira papel dos EUA como defensores da liberdade”. Segundo Bentley, “havia muita confiança em Castelo Branco”, o “homem para sanear a situação, do ponto de vista dos interesses americanos”.

Força-tarefa naval para apoiar o golpe pedido de ajuda de militares brasileiros


Quando a situação esquenta, os EUA concordam em mandar navios de guerra para a costa brasileira, na chamada Operação Brother Sam, com o objetivo de intimidar e dissuadir o governo de resistir ao golpe. O presidente norte-americano autoriza, em áudio, a fazer “tudo o que precisarmos fazer. Vamos pôr nosso pescoço para fora (nos arriscar).”



Um telegrama do Departamento de Estado dos EUA para Gordon descreve as medidas tomadas para “estar em posição de dar assistência no momento adequado a forças anti-Goulart, se decidido que isso seja feito”. A operação Brother Sam incluía enviar “uma força-tarefa naval, com um porta-aviões, quatro destróieres (contratorpedeiros) e navios-tanques para exercícios ostensivos na costa do Brasil”, além de 110 toneladas de munição e outros equipamentos leves, incluindo gás lacrimogêneo, para controle de distúrbios por avião.



Um telegrama “top secret” da CIA, de 30 de março – véspera da eclosão do movimento – mostra como os americanos estavam bem informados e articulados com os conspiradores. No documento intitulado “Planos de Revolucionários em Minas Gerais”, os espiões dizem que “Goulart deve ser removido imediatamente. Os governadores de São Paulo e Minas Gerais chegaram definitivamente a um acordo. A ignição será uma revolta militar liderada pelo general Mourão Filho. As tropas vão marchar para o Rio de Janeiro.”



Documento assinado pelo secretário de Estado dos EUA, Dean Rusk confirma que os golpistas pediram apoio militar aos EUA. “Pela primeira vez, os golpistas brasileiros pediram se a Marinha americana poderia chegar rapidamente à costa sul brasileira.” Para o professor de História da UFRJ Carlos Fico, a retaguarda da Brother Sam foi fundamental para dar segurança aos militares que derrubariam o regime. Apesar dos documentos e de forma pouco convincente, o diplomata Bentley, nega ter ouvido falar na operação.



Newton Cruz: “Toda revolução, para começar, tem um maluco. O Mourão saiu!"


O filme tem ainda momentos engraçados. “Toda revolução, para começar, tem um maluco. O Mourão [general Olympio Mourão Filho, que liderou as tropas de Juiz de Fora em direção ao Rio] saiu!”, ri o general Newton Cruz, ex-chefe do SNI (Serviço Nacional de Informações). A filha do general Mourão Filho, Laurita Mourão, diz que o pai chamou de “covarde” Castelo Branco, o primeiro presidente militar após o movimento, ao ser criticado por suposta precipitação ao mover tropas em direção ao Rio. “Castelo Branco, você é um medroso, é um...” Nas palavras da filha, ele também “foi entregar a Revolução a Costa e Silva [posteriormente também presidente do regime], que estava dormindo, de cuecas.”

Após o sucesso da iniciativa, Gordon escreve aos EUA. “Tenho o enorme prazer de dizer que a eliminação de Goulart representa uma grande vitória para o mundo livre”. Robert Bentley conta que participou, no gabinete vazio de Goulart, de reunião sobre a posse do novo regime em que estava o presidente do Supremo Tribunal Federal. Ao telefone para o embaixador, foi perguntado se a posse do novo regime tinha sido legal, e respondeu: “’Parece que foi legal, não sei dizer’. Acordei 12h depois e [os EUA] tinham reconhecido o governo.”

"Acho que há certas pessoas que precisam ser presas mesmo", disse Lyndon Johnson




Poucos dias após o golpe, em um interessante áudio, o presidente Johnson debate com o assessor de Segurança McGeorge Bundy o tom da mensagem para o novo presidente do Brasil.

- Há uma diferença entre Gordon, que quer ser muito caloroso, e nossa visão da Casa Branca, de que o sr. deveria ser um pouco cauteloso, porque estão prendendo um monte de gente.

- Eu acho que há certas pessoas que precisam ser presas mesmo. Não vou fazer nenhuma cruzada contra eles, mas eu não quero... Eu gostaria que tivessem colocado alguns na prisão alguns antes que Cuba fosse tomada – responde Johnson.

- Uma mensagem mais rotineira seria desejável neste momento.

- Eu seria um pouco caloroso – diz o presidente.

- É mesmo? Isso vai ser publicado.

- Eu sei, mas eu estou me lixando!, finaliza o presidente.

Juracy Magalhães: "O que é bom para os EUA é bom para o Brasil”

O filme avança, mostrando o Ato Institucional nº 1, que cassa os direitos políticos e mandatos de parlamentares e de militares. Um deputado chora sobre a mesa, na Câmara. E lembra, para ilustrar a proximidade do regime militar brasileiro com os EUA, a célebre frase que marcou o militar Juracy Magalhães, embaixador do Brasil em Washington: “O que é bom para os EUA é bom para o Brasil”.

Projeto familiar


O documentário é também um projeto familiar e uma homenagem do diretor, Camilo Tavares, ao pai, o jornalista e ativista político Flávio Tavares – um dos 15 presos trocados pelo embaixador americano Charles Elbrick, sequestrado no Rio em 1969.


Flávio aparece na famosa foto dos presos (abaixo) diante do avião que os levaria ao exílio, no México – onde o diretor nasceria, em 71 –, e em um flash rápido, em lista de “procurados”, com o nome de Flávio Aristides. É também Flávio Tavares quem faz as entrevistas, ficando frente a frente com ex-adversários, o diplomata Bentley e Jarbas Passarinho, ministro que assinou sua extradição. A mulher de Camilo, Karla Ladeia, é produtora-executiva.

Para o embaixador Elbrick, seu sequestro foi uma tentativa de “constranger os governos brasileiro e norte-americano”. Mas há outros momentos de constrangimento americano no filme. Após aparecer a foto de um homem pendurado em um pau-de-arara, Bentley é questionado sobre as violações a direitos humanos. “É difícil de justificar oficialmente. Mas lamento... lamento (ri), de qualquer maneira.” À época, entretanto, as mensagens internas do governo americano pregavam a discrição. “Embora não busquemos justificar atos extra-legais ou excessos do governo, concluí que nossa melhor decisão é nos aproximarmos ao máximo do silêncio de ouro”, recomenda Gordon.

O filme surpreende ainda com depoimentos inusitados e críticos de protagonistas do regime, como o general Newton Cruz, chefe do SNI. “Quando a Revolução nasceu era para fazer uma arrumação da casa. Ninguém passa 20 anjos para arrumar a casa!”

O filme conclui com uma frase ácida do coordenador do Arquivo de Segurança Nacional, o norte-americano Peter Kornbluh. “Tudo isso foi feito em nome da democracia, supostamente.”




Em tempo: " historialismo " não é História nem Jornalismo - PHA

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EUA na América Latina: um longo histórico intervencionista

http://cebrapaz.org.br/

O desenvolvimento da situação internacional está marcado por ações de guerra e impregnado de novas ameaças. Não faz muito tempo, sob o pretexto de impedir um país de utilizar armas de destruição em massa, ao arrepio do direito internacional e a despeito de não ter autorização do Conselho de Segurança das Nações Unidas, os Estados Unidos iniciaram uma guerra de ocupação que, logo se viu, tinha objetivos distintos dos proclamados.

As próprias forças de ocupação acabaram admitindo que o Iraque não possuía armas de destruição em massa. Na Ásia Central, a pretexto de caçar terroristas e de impedir que uma força fundamentalista retorne ao poder, prossegue outra guerra, que cobra alto preço em termos de vidas humanas e bens materiais. Na Palestina, um país possuidor de armas nucleares, embora não o admita, submete o povo a inominável martírio.

No Líbano, durante os bombardeios da aviação israelense, há três anos e meio, a então secretária de Estado da potência aliada de Israel declarava que estavam a se fazer sentir “as dores do parto do novo Oriente Médio”. Hoje a humanidade escuta frases de efeito sobre a paz e o desarmamento, mas até agora os anúncios de um mundo sem guerras e sem armas nucleares são peças de retórica ou a manifestação de um vago ideal. Na prática ainda prevalecem as chantagens e as ameaças, o que nos impõe o dever da vigilância e da luta.

O desenvolvimento da situação na América Latina também é hoje uma das preocupações centrais do movimento pela paz e das organizações de solidariedade internacional, como o CMP. Há dois anos, foi reativada Quarta Frota da Marinha de Guerra dos Estados Unidos para os mares da América Latina e Caribe.

Já é colossal a presença militar norte-americana na região. Com a Quarta Frota, essa presença aumenta significativamente. Em primeiro lugar, destaca-se a existência de bases militares: sete bases militares foram recentemente instaladas na Colômbia, uma decisão que provocou instabilidade e crises políticas, agravando os problemas envolvendo a própria Colômbia, a Venezuela e o Equador. Iquitos (Peru), Rainha Beatriz (Aruba), Hato (Curaçao), Comalpa (El Salvador), Guantânamo (Cuba), Soto Cano (Honduras) e as novas bases no Panamá são outras instalações militares estadunidenses na região.

Agregue-se a isto que já foram anunciados planos para reabrir a base de Vieques, em Porto Rico, fechada em 2004 depois de uma luta heróica do movimento independentista, e para abrir uma base na Terra do Fogo, na Argentina. São também intensas as pressões no sentido de transformar o aeroporto militar de Marechal Estigarribia, no Paraguai, numa base aérea militar. E recorde-se que não faz muito tempo, nos anos 1990, houve tentativas de transformar a base de lançamento de satélites do Brasil, em Alcântara, no Maranhão, numa base militar encravada em território brasileiro.

Além das bases, os Estados Unidos exercem sua presença militar através dos exercícios Cabanas, Aguila, Unitas, Céu Central, Novos Horizontes e outras. É motivo de preocupação também para o movimento pela paz a militarização das Ilhas Malvinas, pela Grã Bretanha, assim como a tendência a renovar acordos militares entre governos, do que é exemplo nefasto a assinatura de um acordo militar entre os Estados Unidos e o Brasil, em abril último.

A existência da Quarta Frota guarda relação direta com o novo quadro político na América Latina, que desde a primeira eleição do presidente Hugo Chávez, em 1998 e do presidente Lula, em 2002, transformou-se num “continente rebelde”, onde se processa a ascensão de forças democráticas e progressistas aos governos nacionais de vários países. De norte a sul da América Latina, vigoram governos democráticos e populares.

Na Venezuela está em curso uma revolução de caráter popular e patriótico, que proclama o socialismo como meta. Cuba segue resistindo, desafiando e derrotando desígnios imperialistas. Na Bolívia, no Equador e na Nicarágua, estão em curso processos políticos que tendem a consolidar as novas experiências de governos populares. No Brasil, no Paraguai, no Uruguai, na Argentina, em El Salvador, forças progressistas seguem em frente e avançam no sentido de afiançar a luta pela ampliação e aprofundamento da democracia, por soberania nacional e justiça social.

A militarização da região pelos Estados Unidos tem objetivo claro: conter os avanços dos países e povos do continente na conquista de democracia, soberania nacional e progresso social, o controle das fontes de recursos naturais, como a biodiversidade da Amazônia, as fontes de água, como o aquífero guarani, as grandes jazidas minerais e o petróleo. Tudo isso somado com o controle dos mercados e da geopolítica regional.

O intervencionismo é um traço permanente na política dos Estados Unidos em relação à América Latina desde finais do século 19 até os nossos dias. Do intervencionismo duro da época do “big stick” de Theodore Roosevelt, passou-se a um período em que, embora tenham diminuído as intervenções diretas, as grandes empresas adquiriram um predomínio decisivo sobre o Departamento de Estado.

O século 20 conheceu também a “diplomacia missioneira”, de Woodrow Wilson, a formação do sistema panamericano, a “diplomacia do dólar”, a política da “boa vizinhança”, implementada por Franklin Delano Roosevelt, a “doutrina de segurança nacional” na segunda metade do século 20 e finalmente, com o pós-Guerra Fria, a política da “segurança hemisférica”. Todas essas políticas e fases tinham um denominador comum — o intervencionismo, a tutela e a submissão da América Latina e do Caribe aos interesses estratégicos do imperialismo estadunidense — e nenhuma delas excluía em princípio a opção militar.

As primeiras vítimas do intervencionismo militarista estadunidense na América Latina e Caribe foram Cuba e Porto Rico, sob o pretexto de lutar contra a Espanha, no ocaso da época colonial. Outro alvo precoce do intervencionismo norte-americano foi o Panamá, em 1903. Os marines norte-americanos ingressaram em território panamenho em diferentes ocasiões no início do século 20 — 1917, 1918 e 1925. Mais recentemente, em 1989, invadiram outra vez o país. Entre 1915 e 1934 os Estados Unidos enviaram seus marines ao Haiti.

A vizinha República Dominicana, que compartilha a mesma ilha com o Haiti, foi outro país caribenho a sofrer a intervenção militar dos Estados Unidos, que ali permaneceram entre 1916 e 1924. A partir de 1930, os Estados Unidos patrocinaram uma das ditaduras mais cruéis, duradouras e corruptas ditaduras do século 20 na América Latina. De 1912 a 1926 milhares de marines ocuparam a Nicarágua, contra os quais lutou Augusto Cesar Sandino, o “general de homens livres”.

O México, que teve boa parte do seu território roubado durante o processo de formação e expansão territorial dos Estados Unidos da América ao longo do século 19, também sofreu múltiplas intervenções dos Estados Unidos entre a primeira e a segunda décadas do século 20.

O pós-Segunda Guerra Mundial é um período em que os Estados Unidos voltam a intervir na América Latina e no Caribe para impor-se como potência dominante. Em 1947, em aliança com setores entreguistas das Forças Armadas, derrubam o governo venezuelano de Rômulo Gallegos. Em 1954, reagem à eleição de Jacobo Arbenz na Guatemala com um golpe de Estado. Em 1961 invadem Cuba, sendo rechaçados pelos revolucionários comandados por Fidel em Playa Girón. Em 1965, invadem a República Dominicana contando com o apoio da ditadura militar brasileira.

Entre 1964 e meados dos anos 1980, a começar pelo golpe militar no Brasil, os Estados Unidos fomentam, apoiam e financiam golpes de Estado e ditaduras cruéis como a de Pinochet, no Chile, e as dos generais fascistas argentinos, uruguaios e brasileiros. Nesse período têm lugar também as guerras contra-revolucionárias na América Central e a invasão de Granada em 1983.

Este histórico de intervenções indica a permanência do intervencionismo estadunidense na América Latina, que ganha novos contornos no atual momento, com a Quarta Frota e as bases militares. Contra isso, vale dizer, não só o movimento pela paz — mas o conjunto das entidades sociais — precisa manter-se em alerta e resistência.

* Socorro Gomes é presidente do Conselho Mundial da Paz (CMP) e do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz)

Texto baseado no discurso proferido por Socorro Gomes, em 30 de abril, em Nova York, durante a Conferência sobre a Luta contra a Violência Global do Imperialismo


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EUA estão por trás da crise no Brasil, acredita analista




Jornal GGN – Em artigo na Telesur, o analista de geopolítica Eric Draitser diz que está claro para todo mundo o golpe em curso no Brasil, mas que ninguém analisou ainda o contexto mundial em que a crise brasileira se insere. Para ele, os Estados Unidos travam uma guerra neoliberal contra a América Latina, capitaneada pela presidenciável democrata Hillary Clinton.
“Toda a direita em todo o continente está operando em aliança”, acredita Draitser. “Ninguém se deveria surpreender por atores chaves do golpe do impeachment da presidenta no Brasil deixarem ver que recebem ordens diretas dos, ou, no mínimo, estão em estreita colaboração com, os EUA”.
Enviado por Eliseu Leão
Da Telesur
Por Eric Draitser
Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu, no Blog do Alok
Já não é novidade em todo o mundo que há um golpe em curso no Brasil, e que a direita brasileira está usando todo tipo de medidas arbitrárias e extraordinárias para derrubar a presidenta eleita Dilma Rousseff.
O que nem a oposição brasileira discute muito, em nenhuma das discussões que se travam sobre impeachment e corrupção no Brasil é o contexto mundial em que o golpe de 2016 se insere: o modo como o capital financeiro internacional está operando ao lado de Hillary Clinton e outros nomes das elites políticas dos EUA para reapertar as garras do Consenso de Washington no pescoço da América Latina; como toda a direita em todo o continente está operando em aliança; e como essa ação manifesta-se nos países-alvos.
Embora muitas das peças desse quebra-cabeça permaneçam ainda escondidas pelo menos em parte, é hora de começar a organizar as peças que temos, para ir vendo o grande quadro. 
Brasil e Argentina: Casos a estudar, de intromissão de Wall Street 
Enquanto o mundo espera pelo próximo capítulo da novela brasileira em curso, é indispensável considerar por que motivo está montado esse espetaculoso processo de impeachment. Eleitos e reeleitos quatro vezes nas quatro últimas eleições, Dilma Rousseff e o Partido dos Trabalhadores, PT, são, inegavelmente, a formação política mais popular no Brasil, país tristemente conhecido como local do mundo onde há a maior desigualdade social, dividido desigualmente entre uma pequena elite de direita e rica, e as massas de trabalhadores, os mais pobres e parte das classes médias urbanizadas de esquerda que elegeram várias vezes os candidatos do Partido dos Trabalhadores. 
Com essa dinâmica, não surpreende que o governo da presidenta Dilma Rousseff esteja sendo derrubado por uma coalizão de fundamentalistas de direita, que congrega desde os que apoiaram empenhadamente a ditadura militar que os EUA implantaram no Brasil, até os que simplesmente querem que o Brasil siga modelo mais neoliberal de desenvolvimento econômico
Mas o que ainda talvez surpreenda muita gente é o papel determinante que alguns poucos mas poderosos grupos de interesses financeiros têm e continuarão a ter nesse processo e em qualquer outro governo que haja no Brasil. 
Em meados de abril, quando a votação do impeachment ainda não começara, a Reuters revelou que o vice-presidente Michel Temer, da direita brasileira, já preparava listas com os nomes de seus presuntivos ministros, a serem empossados tão logo Dilma e o PT fossem derrubados. Temer estaria em contato com Paulo Leme, cogitando de lhe entregar o ministério das Finanças ou o Banco Central. Leme é presidente de operações do Goldman Sachs no Brasil – o que o põe como candidato presuntivo ao posto de representante de Wall Street no Brasil. 
Evidentemente ninguém poderia desconsiderar a significativa influência que têm empresas como Goldman Sachs, que vão bem além dos negócios e holdings que o grupo controla diretamente no país. Por exemplo, o capital financeiro de Wall Street mantém relações muito próximas com o "homem mais rico do Brasil", Jorge Paulo Lemann, multibilionário suíço-brasileiro proprietário das empresas Heinz Ketchup [é sócio, portanto, de Teresa Heinz Kerry, mulher do secretário de Estado dos EUA; o casal se conheceu no Rio de Janeiro; não se sabe por quê, esse pensamento dá-nos calafrios... (NTs)], Burger King, sócio majoritário das empresas Anheuser-Busch e Budweiser, e íntimo de Warren Buffett. Com tal pedigree na famiglia do capital financeiro, não é surpresa que Lemann e os interesses que ele representa estejam muito ativos no golpe no Brasil, apoiando financeiramente grupos envolvidos nos protestos de rua que pregam a derrubada do governo Dilma Rousseff. 
Tampouco alguém ainda se poderia surpreender com a informação de que outros grupos ativos nos protestos de rua sejam financiados por outros interesses de Wall Street, a saber os infames Irmãos Koch. Charles e David Koch são a fonte de dinheiro que mantém o Movimento Brasil Livre e os Estudantes pela Liberdade, mediante a Atlas Economic Research Foundation e Atlas Leadership Academy, onde foram treinados vários dos principais líderes das manifestações a favor do golpe no Brasil.
Por tudo isso, ninguém se deveria surpreender por atores chaves do golpe do impeachment da presidenta no Brasil deixarem ver que recebem ordens diretas dos, ou, no mínimo, estão em estreita colaboração com, os EUA. De fato, no dia seguinte, depois da primeira votação pró-impeachment no Parlamento do Brasil, um senador, Aloysio Nunes, do PSDB, apareceu em Washington para reuniões não oficiais com o senador Republicano Bob Corker, membro influente e presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado; e com o senador Democrata Ben Cardin, apoiador-chave da candidatura de Hillary Clinton. Nunes também tinha reuniões agendadas com o subsecretário de Estado Thomas Shannon, ex-embaixador no Brasil; terceiro na hierarquia do Departamento de Estado e encarregado de assuntos da América Latina; e também devia encontrar-se com lobbyistas da ONG Albright Stonebridge Group, cuja presidenta é a muito empenhada apoiadora de Clinton, Madeline Albright. 
Sem dúvida esses encontros indicam o claro desejo, dos conspiradores brasileiros, de colaborar de todos os modos requisitados, com o Consenso de Washington – Republicanos e Democratas, capital privado e agências do governo dos EUA – e fazer uma transição suave, com mudança de regime no Brasil apoiado pelos EUA. Pode-se mesmo acreditar que tenham programado uma reencenação do golpe de 2009 em Honduras, autorizado e comandado porHillary Clinton e seus amigos e lobbyistas dentro do governo dos EUA
Tudo sugere que aquelas palestras muito lucrativas que Clinton vendeu a executivos e convidados do banco Goldman Sachs não visavam simplesmente a impressionar o gigante de Wall Street com promessas de que seu governo seria muito amigável, em termos financeiros, dentro de casa; visavam também a demonstrar os muito importantes serviços que seu governo pode oferecer aos seus patrões também no campo da política externa. Para ver como esse pessoal trabalha em perfeita coordenação e harmonia, basta olhar, ao sul do Brasil, o ofuscante exemplo da Argentina. 
Em novembro de 2015, Mauricio Macri derrotou seu opositor e elegeu-se presidente da Argentina. Mas, se a vitória era claramente sucesso para a direita Argentina, ela foi também o equivalente político de uma tomada hostil do país, por Wall Street. Poucos dias depois do sucesso eleitoral, Macri já revelava o núcleo duro de sua equipe econômica,recheada de insiders de Wall Street e de representantes do Big Oil, dentre outras indústrias.
Em governo de Macri, a economia da Argentina está hoje nas mãos de Alfonso Prat-Gay (ministro de Finanças), há muito tempo banqueiro em Wall Street, ideólogo neoliberal e ex-presidente do Banco Central da Argentina. Francisco Cabrera (ex-empregado do banco HSBC e de outras fachadas financeiras) assume como ministro da Indústria; e outro ideólogo do neoliberalismo, Federico Sturznegger, é agora presidente do Banco Central. Como se fosse pouco, o novo ministro da Energia Juan Jose Aranguren foi presidente da divisão argentina da petroleira Shell. 
Na essência, Macri nunca escondeu que seu governo seria gerente de interesses do capital financeiro e do big business, como a equipe que se vê em volta dele comprova. E o próprio Macri, como presidente, logo deixou claro o que ainda não estivesse claro, ao capitular ante as exigências do bilionário e capitalista abutre Paul Singer, em fevereiro, quando a Argentina aceitou pagar quase $5 bilhões (75% do que os abutres exigiam) ao grupo de Singer, que continuava na guerra 'jurídica', desde que o governo de Cristina Fernandez recusara-se a fazer o que os bilionários de Wall Street queriam. Com esse simples movimento, Macri já demonstrou ao mundo, especialmente aos financistas em New York e London, que a Argentina volta a abrir-se a todos os negócios e negociatas. 
Hillary Clinton e a Agenda Neoliberal na América Latina 
Não há dúvidas de que um dos alvos na América Latina ainda são algumas matérias primas e commodities: os dois países, Brasil e Argentina, são conhecidos como ricas fontes de energia e produtores de outras mercadorias; e a Venezuela ainda é dos maiores produtores mundiais de petróleo. Assim sendo, e considerando-se só esse aspecto, esses países interessam muito aos chacais de Wall Street. Mas a coisa é muito mais profunda, dado que a América Latina foi convertida em ponto focal na avançada para estender a hegemonia de EUA-Wall Street-Londres, no campo econômico e no campo político. 
Pode-se dizer que as peças centrais dessa avançada são os muito discutidos 'tratados comerciais', o Tratado da Parceria Trans-Pacífico (ing. Trans-Pacific Partnership, TPP) e o tratado da Parceria Trans-Atlântico para Comércio e Investimento (ing. TTIP), pensados para criar uma infraestrutura de negócios supranacional que, na essência, subordina as nações signatárias ao comando hegemônico de grandes empresas e do capital. Claro que as forças progressistas na América Latina e seus aliados postaram-se como uma muralha, para impedir que aqueles tratados fossem implementados. Mas tudo sugere que, depois de Macri, e se o golpe no Brasil for bem-sucedido, os tratados logo entrarão em plena vigência. 
Macri já sinalizou que quer usar o Mercosul como veículo para integrar-se ao Tratado Trans-Atlântico, que abre o continente aos capitais e empresas europeias e norte-americanas. Sinalizou também que quer aproximar a Argentina dos países da Aliança do Pacífico, três dos quais – Chile, Peru e México – já assinaram o Tratado da Parceria Trans-Pacífico. O sucesso desses movimentos continentais depende crucialmente de dois importantes fatores.
PRIMEIRO: é indispensável remover do poder o governo de Dilma Rousseff do Brasil, que, embora interessado em participar das conversações sobre o Tratado da Parceria Trans-Pacífico, não dá sinais de desejar subordinar os interesses do Brasil aos interesses do capital de Washington e Londres.[2]
SEGUNDO: é indispensável que Hillary Clinton seja eleita à presidência dos EUA – a principal representante de Wall Street nas eleições de 2016 nos EUA. Os laços que ligam a candidata a Goldman-Sachs e outros bancos poderosos são bem documentados; mas noticia-se menos – e a campanha eleitoral 'repercute menos' – nos EUA e na América Latina o empenho com que Clinton defende a guerra comercial como arma a serviço da política dos EUA. 
Clinton mentiu descaradamente em debates nacionais entre candidatos Democratas sobre suas posições relacionadas ao Tratado da Parceria Trans-Pacífico; disse que hoje se opõe ao Tratado. Mas há apenas três anos, em 2012, como secretária de Estado, ela disse que o Tratado da Parceria Trans-Pacífico "define o padrão ouro em matéria de acordos comerciais". Hoje, a candidata tenta fazer-se passar por progressista, fingindo que se opõe a um tratado que gerará graves dificuldades aos trabalhadores em todo o mundo – e também nos EUA. Verdade é que Hillary dedicou toda a sua vida política a apoiar esse tipo de política e acordo supostos "de livre comércio", mas que são violentamente oligopolistas.
Por sua vez, Donald Trump – que merece o benefício da dúvida, no mínimo – declarou que se opõe ao Tratado da Parceria Trans-Pacífico, mesmo que o argumento dele (que o tratado beneficiaria a China) seja ridículo. Mas, pelo menos, Trump não dá sinais de sofrer de amor carnal pelo tal tratado; e ele, com certeza, se eleito, mais atrapalhará que ajudará a organizar os interesses a favor do tratado. Por isso também, Hillary Clinton emerge como candidata preferencial de Wall Street. 
Esse talvez seja o motivo pelo qual Charles Koch, um bilionários de direita Irmãos Koch, recentemente admitiu que há alta probabilidade de ele apoiar Hillary Clinton, se Donald Trump obtiver a indicação como candidato dos Republicanos. Fato é que essa já é posição declarada de grande número de pensadores e estrategistas da direita e extrema direita neoconservadora, entre os quais Max Boot, que se referiu a Hillary Clinton como "vastamente preferível"; Robert Kagan, para quem Hillary está "salvando os EUA" e Eliot Cohen que descreveu Clinton como "o mal menor, sem sombra de dúvida, por larga margem."
E por que todos esses neoconservadores privateiros de direita e extrema direita, e tantos ideólogos neoliberais da política dos EUA alinham-se tão organizadamente na defesa de Hillary Clinton? Por uma simples razão: se eleita, Clinton fará o que diz que fará. E no que tenha a ver com a América Latina, é importante para os EUA, para assegurar o controle e a exploração econômica, levar a cabo todas as mudanças de regime em curso naquele continente. 
Desde a ascensão de Hugo Chávez, a América Latina anda pelas próprias pernas, democratizando as relações sociais e afastando-se cada vez mais do velho status de "quintal dos EUA". 
Com Hillary Clinton e Wall Street trabalhando mãos nas mãos com os seus prestimosos serviçais de direita na América Latina, Washington tenta reposicionar-se e reassumir o controle. Todos pagaremos o preço disso, os povos da região e, sem dúvida, também os norte-americanos.*****
Eric Draitser é analista independente de Geopolítica, com base em New York City. Edita o website StopImperialism.org e aCounterPunch Radio. Recebe e-mails em ericdraitser@gmail.com.

[2] A ideia dessa subordinação existe no Brasil desde 1952, quando o general Golbery da Costa e Silva escreveu, numa monografia para uso da Escola Superior de Guerra e em 1967 repetiu em seu Geopolítica e Poder, que o Brasil só teria futuro se se desenvolvesse "ancorado aos países desenvolvidos" (no pós-guerra, significava, claro, 'ancorar o Brasil' aos EUA). É a mesma ideia-projeto que está por trás do golpe militar de 1964 – do qual o general Golbery foi um dos principais teóricos, que levou o Brasil a quase meio século de ditadura militar, da qual ainda subsiste hoje muito "entulho autoritário". E também, claro, que está por trás do neogolpe hoje em curso, atentado pelo vice-presidente Michel Temer, com a ajuda da tucanaria da privataria [NTs, com informações dehttp://mondediplo.com/2013/06/08latinam , traduzido ao português em http://www.conferenciapoliticaexterna.org.br/index.php/todas-as-noticias/13-internacional/43-brasil-cada-vez-maior-das-dificuldades-da-solidariedade-internacional-no-mundo-do-capital-global – leitura interessantíssima.]

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REINCIDENTE

'Governo invisível' dos EUA trabalha no golpe em marcha no Brasil


Vazamento de informações pelo Wikileaks, financiamento de movimentos golpistas por entidades americanas e outros indícios mostram que país de Barack Obama trabalha para derrubar Dilma
por Eduardo Maretti, da RBA // http://www.redebrasilatual.com.br/
São Paulo – O golpe em marcha contra o governo Dilma Rousseff tem por trás de si a mão do imperialismo? Os Estados Unidos estão por trás das táticas e estratégias que, principalmente no segundo mandato da atual chefe de Estado brasileiro, vêm cercando e minando todas as possibilidades políticas, jurídicas e econômicas de a gestão petista se tornar viável? Segundo analistas ouvidos pela RBA, embora não haja como "provar" que sim, os dados e as relações políticas e históricas evidenciam que, nesse campo, nada acontece por acaso.
"Evidências realmente concretas nós não temos. Mas temos ações que indicam o interesse muito claro em uma mudança de poder no Brasil. Já um tempo atrás, as pessoas acabam esquecendo, houve denúncias que vazaram pelo Wikileaks sobre espionagem em uma das principais empresas brasileiras, que é a Petrobras. Logo em seguida, inicia-se um processo de denúncias em torno das atividades dentro da empresa e o próprio monitoramento da presidente da República", lembra Analúcia Danilevicz Pereira, professora de Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
"Ou seja, os Estados Unidos têm o que a gente pode entender como uma espécie de governo invisível. Estão presentes em diferentes países das mais diferentes formas. Seja através da utilização de alta tecnologia, que permite espionagem, seja através de figuras que de fato atuam dentro do Brasil e tentam se aproximar do governo. Isso pode acontecer por meio de organizações não governamentais, por exemplo", analisa a professora da UFRGS. "A igreja evangélica norte-americana tem um poder financeiro e de atuação internacional muito grande. Não é à toa que a igreja evangélica no Brasil foi ganhando terreno político. São ações que não são facilmente confirmadas, concretamente, mas sabemos que existem."
Armando Boito, professor de Ciência Política da Universidade de Campinas (Unicamp), cita a participação, segundo ele, clara, de entidades norte-americanas no atual processo brasileiro. "Por exemplo, os irmãos Koch, com suas diferentes fundações, que formam lideranças, financiam o movimento Estudantes pela Liberdade e o Movimento Brasil Livre (MBL). Isso já está provado, é um fato notório." Ele se refere aos irmãos Charles e David Koch, do Charles Koch Institute, que possuem uma fortuna de U$ 43 bilhões, segundo a Forbes. "Já o quanto as instituições do Estado norte-americano, propriamente dito, estão envolvidas nisso a gente ainda não sabe, mas que tem a mão do capital imperialista na mobilização contra Dilma, tem. E os Estados Unidos teriam muitos motivos para preferir o fim dos mandatos dos governos do PT", diz Boito.
Analúcia cita políticas desenvolvidas pelos governos do PT nos últimos anos claramente incômodas aos Estados Unidos. Como a autonomia em relação à produção de petróleo ou a questão relacionada ao pagamento da dívida externa.
Para Boito, é possível enumerar uma série de iniciativas e políticas desenvolvidas pelos últimos governos brasileiros, nos planos econômico, político e militar, que, por si só, atingem frontalmente os interesses do país mais poderoso da Terra em seu próprio continente e são motivos mais do que suficientes para se desconfiar de que não é o acaso que está por trás da poderosa conjunção de forças aliadas contra Dilma.
No plano econômico, Boito lembra que os EUA deixaram de ser o principal parceiro econômico do Brasil, "posto que ocuparam por 80 anos", e hoje é ocupado pela China. No plano econômico-diplomático, o Brasil foi um dos principais responsáveis pela criação do G-20. E foi peça importantíssima nos Brics e na criação do Banco dos Brics. "São iniciativas que retiram dos Estados Unidos a hegemonia absoluta em escala internacional. Eu considero a iniciativa do Banco dos Brics uma das mais importantes dos últimos anos", diz.
E não é só. O Brasil fez representação na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a produção de algodão dos Estados Unidos, por exemplo, além de etanol. "Atritos de natureza econômica não faltaram", afirma o professor da Unicamp.
No plano político, o Estado brasileiro se aliou aos regimes do Hugo Chávez na Venezuela, de Raul e Fidel Castro em Cuba, de Evo Morales na Bolívia, "o que destoava da política estadunidense para a América Latina". "O Marcelo Odebrecht (hoje preso pela Operação Lava Jato) deu entrevistas seguidas à imprensa defendendo o governo Chávez."
O Porto de Mariel, em Cuba, inaugurado em janeiro de 2014, com a presença da presidenta Dilma Rousseff, e tornado viável graças a financiamento do BNDES, é outra iniciativa brasileira fora dos padrões até então conhecidos no continente.
E, no plano militar, lembra Boito, o governo Lula engavetou o projeto de lei herdado do governo Fernando Henrique Cardoso de ceder a base de Alcântara para o controle dos Estados Unidos. Fora isso, o Brasil assinou acordos militares com a França para a construção de submarino nuclear e optou por caças de fabricação Sueca, em 2014, em vez dos F-15 estadunidenses, por exemplo, o que trouxe benefícios ao Brasil, já que a Suécia ofereceu transferência de tecnologia na negociação.

Nada é por acaso

Na análise da professora da UFRGS, não é por acaso que a oposição, que desencadeia um bombardeio incessante desde o primeiro dia após a reeleição de Dilma, tenha conseguido "virar o jogo", que estava completamente a favor do governo até antes das manifestações de 2013. Assim como não é por acaso que Bernie Sanders, pré-candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, tenha afirmado, ontem, que seu país precisa parar de "derrubar" governos na América Latina. "Sim, este interesse (de que o governo Dilma chegue ao fim) existe. Abriu-se espaço para que a oposição, que estava extremamente fragilizada, conseguisse rapidamente um espaço de atuação. Se considerarmos o momento em que todas essas coisas acontecem, mais claramente a partir de 2013, em três anos a oposição virou o jogo no Brasil", diz Analúcia.
A oposição sente-se tão à vontade que, segundo o site Brasil 247, hoje (20), liderada pelo Solidariedade, chegou a pedir à Justiça Federal para impedir Dilma de viajar aos Estados Unidos para participar de um evento na Organização das Nações Unidas (ONU), na sexta-feira (22), onde, espera-se, ela fará um discurso denunciando o golpe no país.
Nesse contexto, para Analúcia, também não é coincidência que o senador Aloysio Nunes Ferreira tenha ido aos Estados Unidos um dia após a votação da Câmara dos Deputados que aprovou no domingo (17) a admissibilidade do impeachment. "Não tem nenhuma coincidência. Eu não acredito em coincidências. Tudo é um grande jogo político. O próprio juiz Sérgio Moro tem instrução norte-americana. Moro estudou e teve contato muito próximo com o Departamento de Estado norte-americano", diz. "O problema é que as coisas acabam acontecendo muito nos bastidores e a mídia divulga aquilo que interessa."
Na mesma linha, Armando Boito avalia: "Muitos dizem que não é possível que Sérgio Moro tenha se apropriado de tanta informação sobre a Petrobras em tão pouco tempo, a não ser que algum espião tenha entregado alguma coisa para ele". "Os Estados Unidos espionavam Dilma e a Petrobras, isso o Wikileaks mostrou. E sabemos que a Chevron quer mudar o regime de partilha, e que o José Serra, do PSDB, se comprometeu a mudar o regime de partilha, caso vencesse as eleições em 2010. O Wikileaks revelou isso."
Finalmente, há os indicadores históricos irrefutáveis. Se, hoje, como diz Analúcia, não temos "evidências mais concretas" da interferência de Washington, apesar de essas evidências serem quase cristalinas a partir das próprias revelações do Wikileaks, é muito provável que no futuro os dados hoje "supostos" sejam reconhecidos como fatos.
"Existe um fato histórico, que consiste no seguinte: o imperialismo conspira, sim", diz Armando Boito. "Não conspirou no golpe no Chile, em 1973? Não conspirou no golpe no Brasil, em 1964? Basta ver o filme O Dia que Durou 21 anos. O imperialismo e a classe dominante conspiram e existe conspiração na história", afirma Boito.

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LINKS DO PRÓPRIO BLOG

Cronologia das intervenções militares norte-americanas


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Adivinhem quem (outra vez) está vindo nos jantar #SQN


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O mapa da conspiração no Brasil segundo o padrão da CIA, por J. Carlos de Assis

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Temos em curso no Brasil uma conspiração destinada a desestabilizar o Governo Dilma sob o pretexto da luta contra a corrupção. É da mesma natureza das iniciativas para promover mudanças de regime na chamada Primavera Árabe, com a diferença de que, nesses casos, os regimes eram ditaduras estabilizadas , enquanto no nosso caso somos uma democracia vulnerável. Como não é possível estimular um golpe em favor de democracia que já existe, a desculpa é o combate à corrupção que se pretende vincular aos presidentes Lula e Dilma.
Pessoas de boa fé pensam que tal conclusão é precipitada. Eu próprio costumo rejeitar teorias conspiratórias, porém só até o ponto em que as evidências começam a falar mais alto. Vou tentar mostrar a evidência de uma conspiração em curso no Brasil usando como principal referência a principal revista de política externa dos Estados Unidos, a “Foreign Affairs”, insuspeita de antiamericanismo. Tomo como referência ensaios da edição de setembro/outubro sobre a crise na Ucrânia e sobre o golpe contra Allende no Chile há 40 anos.
Relativamente à Ucrânia, a revista diz abertamente que a crise é culpa sobretudo do ocidente, ou seja, dos Estados Unidos. Resulta da ambição da OTAN, sob liderança americana, de empurrar suas fronteiras para o Leste incorporando sucessivamente quase todos os estados da órbita da antiga União Soviética. Assim, em 1999, foram incorporadas a República Checa, a Hungria e a Polônia. Sempre sob protestos russos, em 2004 foram anexadas Bulgária, Estônia, Latvia, Lituânia, Romênia, Eslováquia e Eslovênia. Em 2009, foi a vez de Albânia e Croácia.
Essas incorporações violaram compromissos formais estabelecidos com Gorbachev no processo de reunificação da Alemanha, para a qual foi essencial a concordância russa. A Rússia não reagiu além de protestos formais, parte porque estava ela própria internamente fragmentada, parte porque todos esses países incorporados à OTAN não fazem fronteira direta com ela, exceto os pequenos países bálticos. Em 2008, contudo, a OTAN manifestou a intenção de incorporar também as fronteiriças Geórgia e a Ucrânia, o que significava acabar de cercar a Rússia.
Nenhum líder russo aceitaria ou aceitará o cumprimento dessa ameaça no seu próprio quintal, muito menos um estrategista da estatura de Putin. Quando o presidente da Geórgia, simpatizante da entrada na OTAN, resolveu reincorporar as províncias rebeldes de Abkhazia e Ossétia do Sul, Putin reagiu imediatamente e as invadiu. Deixou claro, nesse movimento, que não aceitará a incorporação da Geórgia, um país limítrofe da Rússia, à OTAN, a não ser fragmentado. Assim como deixou claro a Bush, segundo um jornal russo, que “se a Ucrânia fosse admitida na OTAN ela cessaria de existir.”
“Foreign Affairs” faz um retrato realista do que aconteceu daí em diante na Ucrânia. No processo de criar a atmosfera “democrática” favorável à adesão à União Europeia, atalho para a entrada na OTAN, os Estados Unidos despejaram desde 1991 mais de US$ 5 milhões em instituições de formação de opinião no país, para - segundo Victoria Nulan, a secretária de Estado assistente para a Europa e a Eurásia -, criar para a Ucrânia “o futuro que ela merece”. Uma instituição especial, a National Endowment for Democracy, promoveu mais de 60 projetos para minar a estabilidade do Governo legítimo de Yanukovych, pró-russo.
O presidente dessa instituição, Carl Gershman, não deixou muita dúvida quanto ao objetivo último desse movimento. Numa entrevista ao New York Times, declarou que “a escolha da Ucrânia de integrar a Europa vai acelerar a morte da ideologia do imperialismo russo que Putin representa”. De forma ainda mais explícita, acrescentou que “os russos também enfrentam uma escolha, e Putin pode encontrar-se no lado perdedor final não no exterior do país mas dentro da própria Rússia”. Putin reagiu a esse tipo de provocação invadindo a Crimeia e promovendo o referendo para sua anexação à Rússia.
Estou transcrevendo trechos dessa longa reportagem porque sei que os brasileiros não merecem de nossa imprensa, escrita ou televisiva, um noticiário imparcial sobre o que está acontecendo na Ucrânia. Nossa grande imprensa é em relação aos Estados Unidos mais governista, em qualquer circunstância, do que a própria imprensa da elite americana. Mas o que quero acentuar é que o governo americano tem uma estratégia clara de sustentação de sua dominação no mundo e está disposto a pagar qualquer preço, sobretudo se o preço foram instituições ou vidas de outros povos, para firmar seus objetivos estratégicos.
É nesse ponto que convém examinar a situação brasileira atual. Os Estados Unidos restabeleceram a Guerra Fria e elegeram a Rússia como inimigo estratégico, já que a Rússia, ainda uma potência nuclear de primeira linha, é o único poder estratégico, junto com a China na economia, capaz de rivalizar com eles. Ora, nós estamos cometendo a audácia de nos aproximarmos da Rússia e da China no âmbito dos BRICS, criando uma alternativa de desenvolvimento no mundo, tanto do ponto de vista geoeconômico quanto geopolítico. Para quem quer levar o braço da OTAN até as planícies ucranianas, esse é um grande desafio, considerando o fato de que Brasil e África do Sul são considerados quintais relativamente bem comportados do poderio americano.
Se para eliminar o risco de uma maior aproximação com a Rússia for necessário desestabilizar o Governo brasileiro, apelando para uma inventada condescendência com a corrupção, como aconteceu na Ucrânia, os Estados Unidos não se farão de rogados. Eles tem aliados poderosos aqui dentro como leais quinta-colunas. Por algum motivo gravaram os telefones da Dilma. Já no Chile, de acordo com documentos desclassificados depois de 40 anos da deposição de Allende, verifica-se, segundo a mesma “Foreign Affairs”, que o golpe e o assassínio de Allende foram orquestrados por Washington, sob coordenação de Henry Kissinger. Começou com o assassinato do general anti-golpista Schneider, pago pela CIA, e teve durante todo o tempo da conspiração a instigação permanente do jornal “El Mercurio”, que para isso recebeu da CIA US$ 11 milhões em dinheiro de hoje. A “Veja”, como todos sabem, passa por dificuldades financeiras. Não seria o caso de se examinar quem está sustentando suas infâmias destinadas a desestabilizar o Governo brasileiro?
J. Carlos de Assis - Economista, doutor pela Coppe/UFRJ, professor de Economia Internacional da UEPB.
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