sexta-feira, 28 de março de 2025

A Rússia escapa às sanções através de antigos canais financeiros

MPR

Após três anos de sanções ocidentais com o objetivo de a isolar, a Rússia não só se adaptou como se tornou o centro de uma economia mundial paralela, o que se tornou um grave problema para os países ocidentais, pois conseguiu construir uma nova arquitetura financeira.

A nova arquitetura financeira permite transacções que escapam ao controlo do Ocidente. Atualmente, mais de 80% das transacções comerciais da Rússia são efetuadas em rublos ou nas moedas dos países aliados, principalmente o yuan chinês. No entanto, estima-se que 60 a 70% destas transações sejam efetuadas ao abrigo de novos mecanismos financeiros que permanecem em grande parte opacos à supervisão ocidental.

EUA à Europa: parem de armar a Ucrânia


ANDREW KORYBKO*

Vladimir Putin pode não concordar com um cessar-fogo ou armistício enquanto os europeus continuarem a armar a Ucrânia

A leitura oficial do Kremlin da ligação telefônica mais recente de Vladimir Putin com Donald Trump compartilhou a demanda de Vladimir Putin de que “uma cessação completa do fornecimento de ajuda militar estrangeira e inteligência a Kiev deve se tornar a condição-chave para evitar uma escalada do conflito e progredir em direção à sua resolução”. A suspensão temporária de tal assistência por Donald Trump prova que ele tem a vontade política de interrompê-la para sempre se conseguir o que quer das negociações com Vladimir Putin. Mas com os europeus a história é diferente.

O julgamento dos golpistas é uma virada de página

Jair Messias Bolsonaro em julgamento da denúncia do núcleo 1 da trama golpista. (Foto: Antonio Augusto/STF)

"A esquerda conforma-se como plateia cansada. Cruzamos os braços. Delegamos nossos destinos de nação e país ao STF", critica Roberto Amaral

Roberto Amaral

"Há muito este país espera uma revolução: a do cumprimento das leis” — Marcelo Godoy, O Estado de S. Paulo (26/03/2025)

O país assiste a um dos momentos mais importantes da construção republicana, mas dele parece ausente a nação, mal informada pela grande imprensa — que reduz o fato político essencial a questiúnculas jurídicas — e pelos partidos, desmobilizados e desmobilizantes, perigosamente desafeitos à ação. Enquanto o dever coletivo seria esclarecer a opinião pública, carente de debate e presa das milícias digitais, a esquerda — estranho destino! — conforma-se como plateia cansada. Cruzamos os braços e nos quedamos em cômoda tranquilidade, porque delegamos nossos destinos de nação e país ao STF.

A mentirosa banda de irmãos de Trump

Fonte da fotografia: The White House – Domínio público


Sabemos que Donald Trump não é adequado para estar sentado na Casa Branca. Ele é um presidente perigosamente desordenado, e observamos comportamento aberrante o suficiente para preencher um livro de psiquiatria. Sabemos por suas trocas com o líder norte-coreano Kim Jong-un que ele foi rápido em brandir seu "botão maior (nuclear)" que tem o poder unilateral de nos matar a todos. E agora sabemos que ele está cercado por uma equipe de segurança nacional cujos membros são totalmente inadequados para servir e estão dispostos a mentir para um público americano e um Congresso americano que ainda não se conformou com a normalização da presidência "sem regras" de Trump.

O Palhaço e o Circo


Por Alain Bihr, Jean-Marie Heinrich, Roland Pfefferkorn e Yannis Thanassekos
blogdaboitempo.com.br/

Tradução de Flávio Lima e revisão da tradução por Gabrielli Houssini

“Eleja um palhaço. Espere um circo”

A guerra na Ucrânia caminha para seu desfecho da mesma forma que iniciou: como um embate direto entre os Estados Unidos e a Rússia. No entanto, há uma diferença fundamental: se antes a rivalidade entre essas potências resultou na guerra, agora elas colaboram em prol da paz. O que, aliás, retrospectivamente dá razão a todos aqueles – entre os quais nos incluímos – que, contra a leitura amplamente dominante acerca de tal conflito, sustentaram a tese de que, em essência, tratava-se de um conflito entre o Ocidente global (sob a liderança dos Estados Unidos e a bandeira da OTAN) e a Rússia, interposto pela Ucrânia – não se tratando, desse modo, de um conflito entre Rússia e Ucrânia, supostamente motivado pela vontade da primeira de perpetuar ou reconstruir sua zona de influência na Europa Oriental e Central, ou mesmo além.

Zhou Deyu: Mais de 100 anos se passaram e os Estados Unidos continuam os mesmos em passar a responsabilidade


Fonte: Guanchazhe.com
【Colunista da Text/Observer Network Zhou Deyu】

Em 26 de março, Trump mais uma vez usou a força das tarifas, anunciando uma tarifa de 25% sobre carros importados. As medidas relevantes entrarão em vigor em 2 de abril, causando reclamações de vários países, incluindo União Europeia, Japão e México. Pelo contrário, a China, que tem sido frequentemente impactada pelas políticas tarifárias dos EUA nos últimos anos, parece estar muito mais calma.

As “Mãos Ocultas” que guiam o conflito entre o Líbano e a Síria

Crédito da foto: The Cradle

A violência na fronteira e os massacres costeiros reacenderam as tensões entre o Líbano e a Síria, em meio a preocupações de que atores ocultos estejam alimentando a sedição entre sunitas e xiitas para beneficiar Israel.


O colapso do governo sírio de Bashar al-Assad em dezembro e a tomada do poder pelo Hayat Tahrir al-Sham (HTS), liderado por Ahmad al-Sharaa, marcaram uma virada para as instituições de segurança do Líbano.

Com tiros comemorativos em partes do Líbano e facções armadas se alinhando com a nova ordem em Damasco, o surgimento de grupos extremistas – e um fluxo de armas para as mãos de militantes sunitas extremistas hostis ao Hezbollah – provocou alarme imediato.

ISENÇÃO DO IR - A chave para destravar o crescimento econômico e as reduzir desigualdades

Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

Quantos brasileiros irão se beneficiar com essa medida? Segundo o governo, 10 milhões de contribuintes, além dos já beneficiados, seriam desonerados com o novo limite de isenção

Carolina Gonçalves e Clair Hickmann

Nos últimos anos, o aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) tem sido um tema amplamente discutido entre os brasileiros. Em especial, a promessa de campanha do presidente Lula de elevar a isenção para quem ganha até cinco mil reais por mês gerou justificadas expectativas de alívio financeiro para milhões de cidadãos. Finalmente, o anúncio da medida abre um debate importante: a relação entre nossas desigualdades econômicas e sociais e a necessidade de justiça tributária.