sexta-feira, 9 de junho de 2017

PSOL: depois de apoiar o golpe, quer mostrar que é de luta



Dilma Rousseff, presidente eleita do Brasil, já tinha sido afastada de seu cargo, usurpado pela direita golpista, quando Luciana Genro, candidato à presidência pelo Psol em 2014, publicou o seguinte comentário na internet: “Viva a Lava Jato!” O apoio à operação golpista é uma das formas explícitas de apoio ao golpe dado pelo Psol.

O próprio golpe não é denunciado pelo partido de conjunto, a denúncia fica por conta de algumas de suas inúmeras correntes internas. Para o MES (Movimento Esquerda Socialista) de Luciana Genro não teve golpe. Em nota publicada um ano atrás, essa tendência do Psol publicou uma nota dizendo que não haveria golpe, e sim impeachment, como se o impeachment fraudulento do Congresso dominado pela direita não fosse golpe.

Tratava-se de uma defesa da política golpista. Até hoje o MES diz que não teve golpe. Ou como diria a imprensa burguesa, aliada do Psol nos ataques ao PT, a “tese do golpe”.

Agora o PSOL ,e especialmente o MES, tenta limpar sua imagem de golpista aliado da direita por meio da campanha pelas eleições diretas. Por isso fazem bastante barulho em torno dessa campanha, participando dos atos pelas diretas com grande estardalhaço.

Para encobrir o apoio ao golpe da direita, a corrente de Luciana Genro e o partido de conjunto procuram se apresentar como adversário da direita golpista usando a campanha das diretas. O problema é que a conivência com os golpistas antes, durante e depois do golpe tornaram o PSOL um aliado da direita em sua operação para usurpar o poder. Apresentar agora a campanha das diretas como uma oposição às indiretas da direita é uma política cínica dos morenistas do PSOL.

Foi o golpe que eles dizem até agora que não existiu que levou ao governo Temer e levará às eleições indiretas. As diretas, embora seja uma política difícil de ter sucesso, faria sentido, apesar de não ser correto, como uma oposição ao golpe, em uma tentativa de eleger Lula para reverter o golpe, algo que eles também são contra.

Esta esquerda não teve grandeza de se opor à maré golpista, quando a Rede Globo e todos os meios de comunicação gritavam para derrubar Dilma, eles escolheram a versão esquerdista deste golpismo. Agora, pela ampla rejeição ao golpe tentam fingir-se de oposição combativa aos golpistas, mesmo tendo eles culpa na criação do governo golpista, mas é preciso lembrar, a posição reacionária anterior não foi acidente e eles não estão lutando contra os golpistas agora, nem dizem que tem golpe.

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