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Crise Brasileira

segunda-feira, 10 de julho de 2017

RASGOS DA ÁFRICA MÃE




"A vida sem a música é simplesmente um erro, uma tarefa cansativa, um exílio".

Friedrich Nietzsche


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 Snowy White

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 Cartola


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Bob Marley

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 Grace Jones

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 Chris Bell

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 Paulinho da Viola

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 Clara Nunes

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 Jimmy Cliff

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 Martinho da Vila

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 Projota

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 Detroit Blues Band

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 Originais do Samba

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 Chuck Berry

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 Alcione

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 Olodum e Michael Jackson

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 The Blues Mistery


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 GHETTO KIDS



África do Sul

Lucy tem concorrência
Texto e Fotos: Flora Pereira da Silva
Arte: Natan Aquino

Little Foot acordou para fazer a caminhada matinal, mas, absorvido nos pensamentos revivendo as emoções da última semana, não prestou atenção no buraco escondido entre as plantas. Morreu na queda e só foi encontrado 3.3 milhões de anos depois. Nas cavernas de Sterkfontein, na África do Sul, as buscas, iniciadas em 1997, ainda não pararam e pedaços do fóssil continuam a ser encontrados.

Lucy, da Etiópia, considerada o esqueleto ancestral do homem mais completo do mundo, pode começar a se preocupar. Little Foot está ávido pelo posto e, o que parece, é que não está muito longe de conseguir – até arcada dentária o jovem já tem. Aliás, a disputa etária também acontece. Ela com 3.2, ele com 3.3 milhões. Foi por pouco – apenas 100 mil anos – que os dois mais famosos hominídeos da era moderna não se conheceram.

A região onde Little Foot foi encontrado recebeu o modesto nome de Berço da Humanidade e em seus 470 km2 de área considerada patrimônio mundial podem ser encontrados 13 sítios paleontológicos e aproximadamente 300 cavernas, onde nos últimos 50 anos foram descobertos mais de 500 fósseis.

Outro destaque da área, um pouco mais recente, é o Museu Maropeng. Nele, é possível viver a história desde o nascer da primeira célula até o desenvolvimento das 1.3 milhões de espécies existentes hoje no mundo. Tudo para lá de interativo e moderno, com direito até mesmo a um passeio de barco dentro da exibição. A arquitetura do prédio, também temática, impressiona. Na entrada, a estrutura caracteriza-se pelo telhado verde, que visto de longe se perde entre a paisagem local. A ideia é criar uma referência aos primeiros dias do planeta. Na saída, arquitetura pós-moderna, lembrando aos visitantes o nada curto caminho percorrido desde os tempos de Little Foot.

Mas o mais antigo fóssil do mundo não é a única celebridade da região. Ali também foi encontrada a Senhorita Ples. Diferentemente do conterrâneo, ela não tropeçou e nem caiu, morreu a céu aberto, mas a água da chuva carregou seus ossos para dentro das cavernas. Descoberta em 1947, ela, na verdade, é ele. O crânio, o primeiro pedaço do fóssil encontrado, indicava uma fêmea e assim ficou conhecida. Quando encontraram a pélvis, tudo mudou, Ples era na verdade um jovem macho, mas o apelido já tinha pegado. Em 2004, ganhou até mesmo a 95ª posição na lista das 100 maiores personalidades sul-africanas, nada mal, não?

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